quarta-feira, 15 de julho de 2015

DANÇAM AS HORAS



Dançam ao som de liras
Horas serenas, sopro de vento,
vida em movimento...
Hálito de flores, douradas vestes,
Ligeiros pés...
Hábeis ritmos das bailarinas do tempo
Entre as fontes e loureiros floridos entrelaçam os risos!
Trazem  retratos de histórias
Nos rodopios de Terpsicóre, em seu deleite,
Dançam as  deusas de cada um de nós!
E,  em mim, bailam dias e os meses,
O calendário das estações,
Verdadeiras poções cristais, inspiração divina,
Oferenda das Horas, que suspiram versões e traduções de antes...

 
Memória se apresenta suave,
E assiste ao espetáculo de glória e contentamento...
Afinal, dançam as filhas  na sequência do pensamento,
E da razão de ser...
Laços estreitos de beleza, e bondade,
A criação
Em nome de todas as artes...
Deusas serenas!
Dançam as Horas
Plenas!
Guardiãs dos Portais do  Olimpo
Dia e noite, sol e lua de todos os  ciclos 
Horas vivas  na sede de justiça,
Nos desejos do artista,
Na paixão que atiça da cabeça aos pés...
Musas que  sopram as canções,  e os versos,
Cautelosas monitoras dos impulsos,
Suaves companheiras dos instintos,
Deusas da natureza,
Do nascimento  do vigor em flor,
E das metamorfoses da semente ao fruto
Onde a secura é lição do saber,  esperar e renascer...  

Mnemósine, memória, dadivosa,
Dá-me sempre razão para estar nos braços da dança
E, rodopiando, alcançar o Parnaso nos salões da  civilização,
Dançando, dançando, dançando...
  
Maria das Graças Araújo Campos. Poema. DANÇAM AS HORAS.
Graça Campos, 14/07/2015.




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