sexta-feira, 7 de agosto de 2015

A FONTE DO AMOR (O Amor e a Alma))



Por entre rochas ecoam sons de flauta
Por entre rendas frondosas, a canção  nasce das matas
Do sopro de Pã jorram águas encantadas
Defronte, Alma deusa, e  o anjo meio peralta!

E o amor brotou!
Brotou como “Flor da Terra”, que suga os lençóis líquidos, 
 E os veios transparentes tingidos de sentimentos,
Brincou nas asas de Cupido
Expandiu e  encharcou os vestidos da beleza...

A “Alma Borboleta” se fartou de esperança,
Ouviu  de Eros cochichos, suspiros do  próprio amor!
Alimentou de promessas, encheu potes  de fragrâncias,
Enfeitiçou...

Enveredou-se na  dança dos cabelos
 Na voz da fonte se declarou,
O corpo molhado, a sede saciada,
O espírito vivenciou!


Benditos fios que jorram,  manancial, esplendor!
Forças unidas, juras infinitas nas trilhas do inconsciente,
Onde Zéfiro,  oportuno,  promove o bailar das folhas
E as flores se desmancham em um festival de pétalas...
Delírio entre fragrâncias brindam a razão da VIDA!

Psique é borboleta de tão leve,  em seus desejos alados,
Na personagem criança,  o AMOR  é inocência
 Sem pensar em consequências
 Da cegueira  oriunda
Até mesmo irresponsável nos jorros  das águas frias...


É o mais belo e imortal?
É o mito um vendaval?
Sedução!
Oh, céus!
O pulso fala mais alto
As  flechas ao coração
Do “Amor” e “Alma” da fonte!

Maria das Graças Araújo Campos.
Poema.  A FONTE DO AMOR  (O AMOR e a ALMA)
04/08/2015.  Santo Antônio do Itambé/ MG/Brasil.




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