segunda-feira, 24 de agosto de 2015

ALEGORIA À ESTAÇÃO PRIMAZ

Renovar é viver,  acordar...
Provar dos sonhos pintando as horas em Sombra e Luz!

bem
vindo
tempo
flor
 luz
magistral!

Suspiram ansiosas bailarinas
Vespertinas luzes,
Auroras!
Manhãs, junção das cores de sonhar azul...
Estende-se arco-íris  norte a sul,
Que ventos soprem devagar,
Pois, as meninas- flores se enfeitam para abençoar
Com essências curadoras e distintas,
Em doces melodias pelo ar
Um banquete de beleza sem igual
Doce bailar, bailar...
Alma de flor aos céus de  festival
Trazendo em véus e purpurinas mil
Ondas de paz, convite ao altar
Dos dias de um  viver, brilhar  sem fim
Na Plenitude do ciclo...
Mesmo que mero vendaval possa arrancar
As pétalas macias desmanchar
Sabem a certeza de se recompor!
Um ciclo se completa,
E mais um...

Assim a estação primaz, horas benditas,
O  tempo há de florir!
 Pois já se foi  a névoa em que me recolhera
E em cochichos lamentava aos astros...
 É novo o ar da selva, caminhar das nuvens!
Bem-vinda, deusa, Senhora das Flores!
 Vem transformar, vestir-me de babados...
 Revela-me o segredo da estação:
- “Quando se aproximarem beija-flores,
Escuta as liras vindas, esplendores,
O cântico  afinado e solfejos
De lá do Templo dos amores!
Dance ao sabor do beijo, desprenda todo o néctar  
E agradeça a “Terra” em louvores.
Espalhe a crença pelo mundo afora,  
Se deixa renovar!
É Primavera!  
Tempo de florir!”

Maria das Graças Araújo Campos, 23/08/2015. Poema.
ALEGORIA À ESTAÇÃO PRIMAZ
MG/ Brasil  



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