quarta-feira, 26 de agosto de 2015

DE PRIMAVERA EM PRIMAVERA A vida da janela de minha alma...



De “Primavera em Primavera”, a vida da janela de minha alma...
 
Entre a ânsia da vida e o viver, acontecem os encontros e desencontros, os fatos e os feitos, motivos das histórias reais no cenário nosso de cada dia, onde o acaso não existe, acredito!
Nasci do encontro de dois amores. Amores incondicionais: meu pai, minha mãe!
Cresci na insaciável sede de saber, e dessa busca natural a que chamamos sobrevida. Falo das questões imateriais...
Aprendi a tecer a teia dos desejos da alegria entre o amanhecer e o ocaso observando a natureza sábia de até morrer e renascer nos ciclos de uma estação e outra, pois, cada qual em sua morte/vida, vai ressurgindo na construção imperiosa do tempo.  Amo a vida com suas mutações constantes, e observo as lições da grande mãe-terra com seu colo imenso acolhedor.
Eu vejo da janela do etéreo, o fio condutor dessa alquimia a mostrar-me a idade dos astros, e o poder das luzes sobre as sombras, do pensamento à condição do entendimento de toda a criação, em cada célula-universo que se vai, a oportuna/idade de inovação...
Em minha face, traços interessantes de cada agora. De primavera em primavera veem-se contrastes acelerando as rugas que eu não pretendera na adolescência, mas que a maturidade salienta. E todo mês de abril é primavera na minha janela. Jardineiras se debruçam e se entregam, assim também, me entrego às estações, no caminhar com zelo, a cultivar a maior dádiva divina.
No passo a passo, um mergulhar profundo nas questões de observar. Descubro-me à flor da idade do querer bem. Sou flor de beijo de beija-flor e me integro, buscando, buscando...
E nas lições de transformar, pretensiosa borboleta camuflada por entre nuvens e ramagens, a desfolhar o tempo, mas sempre alada singrando espaços inimagináveis, adentrando florestas ao encontro  de mim mesma...
Oh, natureza de meu ser, mulher selvagem!
Por quê?
Porque permito harmonizar as cordas agitadas de meu coração...
Quietude é preciso! Aquietar-me é possibilidade,
Quando o deserto é miragem magnífica ,
E é possível ver as "FLORES".
Os sonhos são lucidez, as tempestades são alusivas à longevidade, o fogo da fogueira da ave fênix sinaliza vida. E eu vou querer a plenitude das horas duras e suaves e aprender sempre com as pequenas coisas.

O tempo?
É paisagem da janela de minha alma.
A vida...
É força, teimosia e bênção! 
O amor? Eu amo!
De primavera em primavera...
 
MARIA DAS GRAÇAS ARAÚJO CAMPOS.
De primavera em primavera, a vida da janela de minha alma. Prosa Poética.
MG/ BRASIL

Lincença Criative Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-No Derivative Works 3.0 Brasil License.

Nenhum comentário:

Postar um comentário