quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Imaginação - HISTÓRIAS





De repente, um enredo, ou fragmentos de vivências, flashes da existência. Contextos que presenciamos, imaginamos. Criam-se falas, imagens poderosas vão dando vida a diversos personagens. Virtuais, realistas, reais, fictícios, próximos, distantes, e verdadeiros fantasmas que tomam  formas segundo a fertilidade da criação.
Imagina-se um mundo cujas personificações demonstrem novidades, embora o novo tenha sido o antigo que retorna.
E à tona, todos a postos correm daqui e dali, perante as coreografias que a vida traz e leva, como se fosse um grande espaço em que a dança sustente  o próprio ritmo inspirando e expirando, buscando ar , e mantendo a chama vital, seja  nas transmissões ou testemunhos, descritos, e narrados, idealistas e idealizados, nas supostas respostas. Ou nas eternas interrogações. Qualquer gênero ou qualquer estilo. Do drama à comédia ou lirismo. Depoimentos, carochas, inventos. Registros de ontem e de hoje vão tecendo a rede infinita do que se foi, do que se está e do que se planta para acolá...

As histórias integram o Universo de todos e de tudo! De antes do despertar a primeira cena ao derradeiro sopro que compõe o gigantesco conto dos princípios. Enlaçadas em  lendas, contos, fábulas,   parábolas.  Verso e prosa povoados de fadas, anões e gigantes, dos lúcidos e dos loucos, nas demandas e nos conflitos, as certezas, sem verdades eternas, que se posicionam entre o  bem e o mal nos paradigmas das culturas, das auroras e dos temporais dos séculos, dos recontos em que se aprende lembrando e se ensina exemplificando. Jamais se esquecendo de que a dor e o amor relutam nos campos do aprendizado, quando se leva em conta a coragem do bem  em  reescrever histórias...

Maria das Graças Araújo Campos

Graça Campos, 19/08/2015.

   
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