segunda-feira, 5 de outubro de 2015

TODA A NUDEZ DA ARTISTA DESCALÇA

Pintura descalça 
Pés no chão, inspiração, devaneio
Bem-vinda, criação!
Pés descalços, semblante anseios...

Desfaço, um por um, os nós da veste que floreia
E engambela o tempo  à caça de centelha
Que acolhe e traz nos ventos “da imaginação”?
A porção que alcançou os pés no chão e a mente mansidão!

Vestida da própria pele, ouvidos em sentinela, melodias,
Canção dileta da deusa em sintonia
A pulsar  a energia em luz das  mãos, supostas mãos em autoria,
A emoção entranha na fração tingida do linho
Da pigmentação em euforia
Até alcançar a suavidade da obra
In/acabada,
Mesmo que se ponha fim.
Linguagem não se cala, expressão é multiplicidade,  
Experimento, inovação, reflexos em construção...
O elo entre a arte o artista, porta-voz desse  universo infinito
Inundado de claridão!
A partilha que se capta,
Ainda é muito pouco do exemplar à mostra,
E vai se diluindo,
Os olhos tentam registrar a cena insistente e avulta 
A expressar  a natureza da imagem.
Em linhas sinuosos ou  precisas
Esboçam-se figuras.
Além do que se vê,
A imperfeição é a possível  arte da captura.
Livres  presas assumem  a assinatura!
A pintura desnuda a alma da pintora.
São versos de cor e formas diversas
A declamarem sensação e sentimento
Do início ao fim do que se  espera estar presente
Na perfeição do tempo!
Afins, dom e teimosia!
Despreocupada, sem se definir,vem estilosa,
Singular, formosa,
Identidade, a liberdade flui,
Torna comum e  sem fronteiras
Toda a nudez  da artista descalça...
Maria das Graças Araújo Campos.  Toda a nudez da artista descalça.


Graça Campos, 05/10/2015.
Lincença Criative Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-No Derivative Works 3.0 Brasil License.

Nenhum comentário:

Postar um comentário