quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

RUBI



Filha do fogo, 
vestida de  lida
em qualquer parte  
chegadas e partidas

Inquieta, vou conjugando:
Eu borboleta, borboleteio, borboletando
entre tulipas e madressilvas,
vou solfejando...

Sou, no silêncio, a parceria equilibrista
Da ímpar/ciência, buscando vida
treinando saltos,
sonhos  à vista...

Do lado esquerdo em pedra rubra,
o som coragem
é  companhia...

Oh, meu “RUBI”,
das variantes  avermelhadas preciosidades
vermelho sangue,
escarlate
rompendo  tons
de liberdade...

Permanente e fascinante lapidação   
de minha alma caçadora
pensando alto, me fantasio
 voo de águia pretensiosa...
Se já fui fênix, por que não?
Ariana
filha do fogo,
vestida de  lida
em qualquer parte  
chegadas e partidas
Rubi!

Graça Campos, 20/02/2015.
Maria das Graças Araújo Campos. Poema. RUBI.

ALMA DE MINEIRA

Foto Karina Campos



Campos belos horizontes
Montes aos montes de minas
Raras pedras, lindas fontes
Gente humilde hospitaleira
Chão de terra ao rancho pobre
É Torre EIFFEL brasileira
Ufano ao positivo das terras nossas
Obreiros
Relembro os casarios
Do lado esquerdo guerreiro...


Mar azul ver/de  montanha
Carro de boi das  campanhas
Estradas de poesias
O vento sopra a poeira
Levando sons dos destinos
E dos sinos das igrejas,
fartura que reza hinos
Das águas, rios meninos...


Cachoeiras corredeiras,
Paisagens encantadas
Mergulho de consciência e
banho de  caminheiro...


Minas das grutas e mitos
Tecelã dos ideais,
Tradições, cultura e crença
Dos quintais, meu chão,
 Memórias...
Minas de grandes histórias
Das manhãs vaporosas
E dias ensolarados,
Riso, tronqueiras e brados
Causos medonhos contados
Ao pé do fogo braseiro
A fumaça vai sumindo...



O ar cheirando  café
À mesa posta recheia
Um olho ao pé do monte
E o outro no horizonte!


Sonho de fruta madura
Sonho  um tempo de glória
Guerreira sempre guerreira


Sonho  a paz para o mundo
Com a alma de mineira!




Maria das Graças Araújo Campos, 26/02/2015.
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

ZINNIAS DA CASA VELHA





Zinnia, pequena flor nativa mexicana,
que os ventos e penas sopraram para cá...

No bico das aves guardaram segredos de toda essa gente
e, ao nascerem, as ninas flores ainda em viveiros,
são brotos a brilhar fartas e florescentes...

Dizem por aí, que a cada fase da lua,
a flor tem cor diferente
alegria do jardim e prazer dos jardineiros.

Bela dama vem singela a começar pelo chão
onde cair a semente, a flor brota em profusão
alegrando visual do jardim ou quintal.
Amarelas,
vermelhas,
Pink ,
roxo e lilás.
Brancas e alaranjadas, cor do sol
Zinnia é amor duradouro, bondade gigante
Amarelo é lembrança, escarlate é constância,
magenta afeição,
Zinnia roxa, força e ação!
Pousada de borboletas, soprando doce cancão...

Oh, Zinnias belas, do jardim da “CASA VELHA”,
flores da vida em oração!





Graça Campos. 24/02/2015.
CAMPOS, Graça. Poema ZINNIAS DA CASA VELHA.



Graça Campos. 24/02/2015.
CAMPOS, Graça. Poema ZINNIAS DA CASA VELHA.


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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Natureza à Mesa




branca flor avermelhou
virou café
sagrado sabor



Graça Campos
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CASA VELHA





Lá estava ela escondida, de cor adormecida, paredes desbotadas, a casa não era notada.
Indicada por divina providência, um dia, amparou a esperança, abriu portais de um novo tempo, tornou-se pouso leve de bonança.
 Foi ficando viçosa, encorajando aqueles a quem abrigara, reconstituindo sonhos, desenhando planos e evangelizando corações outrora atordoados. Por certo, um sentimento gigantesco movia a tudo e, pela fé, o pão nunca faltara. Tempo de muita luta, mas também de bênçãos, com a chegada de uma estrelinha de tão alva, “Luz”!
Um ser angelical que, com a chave das aventuranças, fazia a todos voltarem a ser crianças.
A casa, a casa velha, por si, guardava sábia bagagem. Portanto, tornou-se grandiosa tal qual  um castelo  e sua realeza e, em seu interior vibravam musicalidade a cada dia onde o sol expandia nas  paredes refletindo alegria,  enquanto dançavam os girassóis nascidos no quintal.
Tardes árduas de labor, mas também tardes suaves de sabor! Visitas maravilhosas.
 À noite era chão de sonhar, estrela, luar, sem se esquecer dos sabores dos sanduíches e pastéis da lanchonete do vizinho nos finais de semana.
Tantos encontros, amigos, inesquecíveis reuniões familiares, natais, aniversários, e ano novo, tudo como manda o figurino das possibilidades de bom gosto e dos esforços de cada um!
 Havia bananeiras, muito entulho e nenhuma flor!  Mas, as mulheres borboletas preencheriam cada espaço vazio e sem cor!  
Foi assim que se deu a jardinagem onde o paisagismo era coragem, amor. Só não plantaram corações magoados. Decidiram por fragrâncias e encantos.  Momentos de ouro, de riso, de lágrima, de trabalho, um pouco de tudo, assim como a vida é.
Um o pé de manga não poderia ficar esquecido, o pé que sustentou o balanço onde a mais nova borboleta voava e sorria a cada movimento...
E da algazarra dos meninos de escola sem dar trégua, passando e pulando o muro em tempo das mangas maduras... A essa hora faltava um cão de guarda. Havia de ser mais sossegado!
Ao centro, a Schefflera com seus cachos alaranjados. Fora um deles, casualmente apanhado, servindo de buquê em alguma boda. Lembranças intensas, ricos ensinamentos, saudade!
Hoje, na lembrança, a beleza das ZINNIAS, é pura emoção  onde sonhos sonhados são reais em pétalas da vida e do viver da gente!
Reconhecidas as  flores mais alegres e simples que em noite de Réveillon foram decoração da mesa principal.  
Ao fundo, rememórias de gargalhadas no quintal, a varanda, a rede preguiçosa, o cuidado com as plantas ornamentais, a cozinha, lugar ideal de prosa boa, o cheiro de café fresco...
Alguém corria à padaria, e a felicidade da convivência repetia! Capim-cidreira, quem o via, levava para fazer chá. Mas ele se multiplicava toda vez que era colhido.  O pé de pitanga, ainda nanico, deu as primeiras quatro mais lindas pitangas...  
À casa, gratidão pelo teto que abriga! Ao lar, louvor!  E ao tempo da memória infalível e detalhista do cheiro, do som, da cor e da vida! A gente tem saudade...

Maria das Graças Araújo Campos
Graça Campos, 22/02/2015.

“E a gente tem saudade de tudo nesta vida”... De tudo! De uma espera por uma tarde azul de primavera; de um silêncio, da música de um pé cantando pela escada;
 de uma lágrima até...”
Guilherme de Almeida


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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

RUBI





Filha do fogo, vestida de  lida
em qualquer parte  
chegadas e partidas


Inquieta vou conjugando:
Eu borboleta, borboleteio, borboletando
entre tulipas e madressilvas,
vou solfejando...


Sou, no silêncio, a parceria equilibrista
Da ímpar  ciência, buscando vida
treinando saltos,
sonhos  à vista...


Do lado esquerdo em pedra rubra,
o som coragem
é  companhia...


Oh, meu “RUBI”, das variantes  avermelhadas preciosidades
vermelho sangue, escarlate
rompendo  tons de liberdade...


Permanente e fascinante lapidação   
de minha alma caçadora
pensando alto, me fantasio
 voo de águia pretensiosa...


Se já fui fênix, por que não?


Ariana
filha do fogo,
vestida de  lida
em qualquer parte  
chegadas e partidas
Rubi!





Graça Campos, 20/02/2015.
Maria das Graças Araújo Campos
CAMPOS, Graça. Poema. RUBI.

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A HORA DA CONDESSA


E, no meio da grande viagem , o olhar que paira, abandona os costumes da cena descrita, aspira, almeja um tempo justo, livre de julgamentos, e se vai...
Prossegue no abstrato íntimo de caminheira, deixa cair por terra a falsidade e teoria da obscuridade onde os  comportamentos impostores refugiam -se  nas vestes elegantes em  finos tecidos  e, vai. Vai além das fúteis regras de uma  realeza...
 Degusta sonhos, adentra a personagem rósea, um tanto rubra, inebriada pelo encantamento de novo figurino, e nova cena. Encontra aconchegante abrigo ao sentido de ser.
Vê-se acolhida em hospedagem promissora, deixa fluir a doçura emaranhada entre os anseios e desejos acuados no coração ardente da condessa dos amores proibidos...
À frente, o sopro e a fragrância exalam força interior em vaso  azul e revelam cumplicidade à busca imersa na expressão explícita dos  olhos pensativos...
Seria Lótus, submersa a ressurgir ao amanhecer da vida, em que a idade doirada aflora os pensamentos e, ao primeiro beijo, amor vivido, a flor em plenitude, embebida de planos, contempla o tempo nos braços do amado?
Aquela fora a hora decisiva de escrever a própria história!

Maria das Graças Araújo Campos. A HORA DA CONDESSA.10/02/2015. MG.Brasil


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ALDRAVIAS Carnavalescas





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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

ESPERA ROSA


Foto Fevereiro/2015.


No riso transparente da espera,
a flor flutua no ventre sagrado
enquanto anjos entremeiam em plena primavera,
a plenitude das eras
trazendo notícias das mais belas!

Perfumosa quimera?
Mais que sonhos...
Além, astros ancestrais singram o novo,
entoam sons de estrelas...
O ser divino cochila no aconchego mais profundo
 do colo em gestação.

Cá fora, Branca Luz e Espera Azul,
decerto guardiães irmãos de fé ,
companheiros do caminho...

No coração de luz materna,
a imagem que se forma na sequência do tempo,
no pensamento de amor paterno,
face terna, eternamente filha
irradiando esplendor...

Vem vindo, formosa, rendada rosa natureza em festa!
Vem vindo a Lua das meninas em clarão!
No Ultrassom já acena para a VIDA,
Amada neta, doce Catarina!

Graça Campos, 03/12/2014. 2015 Espera Rosa

Bem-vinda, amada neta! 


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