terça-feira, 31 de março de 2015

segunda-feira, 30 de março de 2015

SEI QUE POSSO SONHAR...



Sonhos alimentam a esperança
e assim nasce o sonhador...



Quando tudo é silêncio e a lua em seu brilho e beleza
devagar, espiando  a noite, caminha...

Quando tudo aquieta aqui dentro  de mim
e  os astros se acendem no espaço sem fim,
cauteloso,  bem-vindo, Cavaleiro dos Sonhos
sem ruído, sem vento e açoite,
a olhar os meus olhos, reler sóbrio, os planos.


Lá de cima ecoando aos ouvidos, cantar mavioso,
serenata na voz das estrelas,
toma conta de tudo que é vida sonhada.


Quando as nuvens desfilam formosas,
deslizando e fluindo divinas
criaturas das mais belas artes,
assistindo os desejos  teimosos,
vem  banhar-me  luar de prata...


Quando  doce sorriso de mel
no abraço afetivo em dossel,
atrair beija-flores, 
sei que posso sonhar...


Sonhos bons, e criar vivos tons
dos jardins perfumados da alma
e nas tintas,  mistura em pincel,
condicionam doçura e  o véu
se descobre... 
Um projeto doirado
que fora esboçado em matizes 
arco-íris , em aurora da vida!





Maria das Graças Araújo Campos . Poema. Sei que posso sonhar...
Graça Campos, 30/03/2015.

Lincença Criative Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-No Derivative Works 3.0 Brasil License.

Sei que posso sonhar...



Sonhos alimentam a esperança
e assim nasce o sonhador...

Quando tudo é silêncio e a lua em seu brilho e beleza
devagar, espiando  a noite, caminha...

Quando tudo aquieta aqui dentro  de mim
e  os astros se acendem no espaço sem fim,
cauteloso,  bem-vindo, Cavaleiro dos Sonhos
sem ruído, sem vento e açoite,
a olhar os meus olhos, reler sóbrio, os planos.

Lá de cima ecoando aos ouvidos, cantar mavioso,
serenata na voz das estrelas,
toma conta de tudo que é vida sonhada.

Quando as nuvens desfilam formosas, 
deslizando e fluindo divinas
criaturas das mais belas artes,
assistindo os desejos  teimosos,
vem  banhar-me  luar de prata...
Quando  doce sorriso de mel
no abraço afetivo em dossel,
atrair beija-flores,  
sei que posso sonhar...

Sonhos bons, e criar vivos tons
dos jardins perfumados da alma
e nas tintas,  mistura em pincel,
condicionam doçura e  o véu
se descobre...  
Um projeto doirado
 que fora esboçado em matizes  
arco-íris , em aurora da vida!


Maria das Graças Araújo Campos . Poema. Sei que posso sonhar...
Graça Campos, 30/03/2015.
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sábado, 28 de março de 2015

INDAGAÇÕES DO PRÓPRIO EU




No ponto culminante das indagações um ar de desistência.  Seria o cansaço do caminho ou a decepção do encontro de si mesmo?

O ar opaco, sem brilho, a névoa densa dificulta a visão e as descobertas se misturam nos vãos do egoísmo quando, na brancura dos montes de altas altitudes, vê-se que ainda é cedo para edificar-se.
Buscas intermináveis da existência!
Fronteira do universo interior, o topo é início da verdade onde a cordilheira enevoada questiona a culminância ao caminhante.
Viajante das expectativas de intermitentes respostas, pelo simples caminhar ou embarcar em aventuras, surpresas, curvas imprevisíveis e despenhadeiros. Início da partida, início do retorno, início do final.
Onde foram deixados os farois que se acenderam no pico dos anseios? 
Ou teriam surgido de inconsciente jornada?
Em cenário ímpar, ator em seu protagonismo persegue o vilão.  
Sombras surgem entre as nuvens, e os pensamentos continuam enclaustrados na poeira cósmica dos sentidos vazios das perseguições desenfreadas.  
O topo provoca torpor gélido e, em consequência, pairam frieza e dissabor.
Impossível, pois, elevar-se, quando os pés que pisam a cumeeira, pisotearam vidas em canteiros. 
Considerando a natural evolução, as paisagens íngremes são desejos de conquistas ou terror das memórias. Enganam as posturas humanas pressupondo a calma. Engana-se o olho que vê sem perceber que enxergar é bem mais profundo e requer luz e transparência.  O olho humano, ainda que descreva imagens em seus mínimos detalhes, dificilmente percebe além.  Além tão próximo e tão distante, entre dois mundos descontentes.  
A vida leva-nos a viagens incríveis. Pisamos em alturas, chegamos a sentir as nuvens, vemos paisagens inusitadas, adquirimos conhecimentos, alimentamos sonhos, acordamos ofegantes e trêmulos diante de pesadelos e, ao “acordarmos”, o dia e a noite são rotas a seguirmos.
O trilhar é constante!  Idas e vindas oportunas.
Ah, pudéssemos fotografar a expressão de nossas faces perdidas e encontradas nas indagações...
De frente, demais coragem para adentrar o mar anuviado dos sentimentos sôfregos e descrentes do próprio eu.  De costas para o ego, seria bem provável enfrentá-lo.
Ao que ficou não tem mais volta.  

Ao bastão, guia e apoio de escaladas, um descanso de perfil.  Estaria sereno ou o desespero o tenha levado ao topo da desesperança?

Ventos que venham abrirem frestas nas rochosas personagens dos tormentos!  Enquanto isso, espera-se por um raio que seja luminoso.  Não se está só!  Lembranças ressoam em companhia de um frio que se acomoda na temperatura da existência humana.  

SOU!  Sou centelha de amor! E sendo amor, devo tudo ao recomeço! 
Sou viajante sobre o mar de nevoeiro! 
Sei que sou indivíduo e objeto de julgamento.




Maria das Graças Araújo Campos. INDAGAÇÕES DO PRÓPRIO EU. MG. Brasil.
Graça Campos, 28/03/2015.

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quarta-feira, 25 de março de 2015

AMIZADE





Amizade
brinquedo
arvoredo
temporal

passa a chuva
fica  chuva
de sonhos
vivazes
nas confidências
pureza,
no enfrentamento
dos  vendavais
um guarda- sol
um guarda-chuva
guarda segredos

um trevo
histórias
memórias
laços estreitos
jamais  desfeitos...




Maria das Graças Araújo Campos. 25/03/2015.
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ECOS DO POETA (Aos Clamores do Mundo)



Mataram o homem!
O poeta vive...
Seu coração
perpetua
no sentimento do mundo...
Arrancaram-lhe os dias, as tardes,
mas a emoção que era ninho,
encantou-se no céu estrelado da poesia...
E entre liras , um misto de sons:
Tambores do self...
 
Jogaram-no ao exílio, tão moço, tão velho!
A sua musicalidade ecoa além das duras penas...
Premiaram-no e puxaram-lhe o tapete.
Não houve queda alguma.
Humanista, alcançou além terra, além-mar ...
Se era triste a solidão das horas mortas,
o poeta sonhador sonhou profundo e belo
e arranjou versos de ouro na memória do povo...
Das lembranças, grotesca realidade,
um realismo preciso
como a seca e a sede dos grandes ideais,
verbo rasgado, necessidade...
A dor que o fez sangrar,
é seiva regando nova consciência.
Fora a maldade!
Partira o homem, e vive o poeta
estrelando motivo por que jorra e grita...
Na boca do estômago faminto,
o oco,
do que se pode chamar “bem maior”
A “fome” e a “sede” ao extermínio...
É preciso cessar essas misérias,
deixar fluir nos versos da existência,
a poética do ser que exala a rima convivência
à flor da pele,
a lucidez do saber, findada a fome,
invertendo ao apetite transparente
do bem-querer!
Assim, o poeta-poesia
será constante prosa,
companhia
que não se cala em tempo algum
na mínima palavra mesmo muda,
o olhar, a dor,
a lágrima de tudo,
ausência ou o desejo, a presença
vencer a morte,
eternizar o amor,
e acalentar
os clamores do mundo...


Lincença Criative Creative Commons License
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Maria das Graças Araújo Campos
Graça Campos
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