quarta-feira, 30 de setembro de 2015

AZALÉIAS




A primavera colore a metrópole
Z umbido de abelhinhas buzinam para as flores
A  Lenda da “Flor” encantou o Imperador
L  indas e fartas
E nfeitam jardins, ruas e praças
I  mpressionam  moradores, turistas e visitantes
A  flor de origem chinesa é
S  ÍMBOLO de SÃO PAULO!
Graça Campos. Setembro/2015



terça-feira, 29 de setembro de 2015

PETÚNIAS Acróstico



P   erenes flores brasileiras
  petúnias estrangeiras
T   razem alegria às casas
U   nidas  e todas  belas
N   a cor rosa e vermelha, branco, azul  e amarela
I   mpressão de arco-íris
A   stuciosas ,  marcantes em nova cor violeta
S   entimentais,  delicadas petúnias...


 Maria das Graças Araújo Campos. MG/Brasil.
Graça Campos, 23/09/2015.Acróstico. Petúnias.


SEMPRE-VIVAS Acróstico



S  ão do campo  as vidas douradas
E   nquanto o sol arde, as  flores meninas colhidas
M  antêm- se belas,   contínuas significam
P   ermanência
R   esistência
E    ternidade!

V   idas conservam por décadas, incentivam a autoestima
I     mponentes com seu brilho
V   ivas sempre , sempre-vivas em
A    rranjos que dão sustento à vida em artesanato, e curioso,
S    e faz frio, as pétalas se fecham e só abrem no calor e sol a pino. 




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TAUTOGRAMA em S


SEMENTE SAGRADO SUSTENTO
Somente sulcando solo saltam sementes simplesmente
Sortidos sabores singulares
Samburás sacudidos sapotis salientes
Sensibilidade saciedade suspense sentimento supremo
Sentenças saudades semblantes serenos
Suspiros selam sutil silêncio
Semelhante  saúda sombreiro salgueiro
Superados serviços  saboreia samambaia sapoti
Sálvia sapucaia surubi
Saudando sagrado sândalo
Sabiá solfeja sinais segredos
Solve seiva saber
 Saliva sorte
Salpica sépalas saçuena sedosa
Sanhaçu sopra "SOVIOS" sentinela silvestre
Sustenidos sons soltos somam sol símbolo sagrado!
Salve Sy!
 
Maria das Graças Araújo Campos. Tautograma em S.
Graça Campos. MG/Brasil.29/09/2015.




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PONTES SOBRE RIOS DA MEMÓRIA





Ponte: do Latim (Pons) que descende do Etrusco (Pont) que significa "Estrada".
Geralmente sobre águas testemunhas das vontades de passar, atravessar, buscar, encontrar, surpreender. Sobre as águas, os corredores de pensamentos são a própria ponte que sustenta desde os pés, corpo e alma de caminhantes. Pontes extensas, pequenas pontes, pontes que balançam, pontes firmes, pontes de aço e ferro e concreto. Passarelas sobre penhascos, trechos íngremes, passarelas sobre águas mansas e turbulentas.Claras e avermelhadas, lodosas, límpidas, reflexos de nuvens que caminham, e, de lá, se veem às margens, um lado e outro da vida.
Pontes atravessam pessoas, pessoas atravessam pontes. Interligam países, cidades, pensamentos ao vento, saltos, obstáculos concluídos. 
Olha-se para trás, e vê-se o que ficou. Olha-se à frente e descobre-se nova margem. Ponte é caminho, impressões de ultrapassagem, desafios remotos da história do homem em suas necessidades. Buscas de sobrevivência, satisfação, curiosidade, infinitos porquês de se desvendar, digamos assim, o outro lado da moeda. 
As primeiras pontes "materiais" surgiram da sábia natureza vegetal que, em finais de ciclos ou adversidades temporais, servem-se de seus troncos mais velhos caídos sobre lagos, rios e cascatas elos para florestas montanhas e vales. Dizem que o exemplo ensina e assim, imitando a natureza, criaram-se diversas construções cada vez mais elaboradas de formas e estilos inusitados. Há indícios de construção de pontes em arcos desde 4.000 a.c. na Mesopotâmia e Egito e, mais tarde, na Pérsia e na Grécia ( 500 a.c.) A estrutura mais antiga construída pelo homem segundo informações e registros históricos foi a ponte de pedra em arco no Rio Meles, na Turquia, há séculos.
Na Idade Média, as pontes em arcos foram sucesso. Na Renascença, outros modelos e matérias foram utilizadas e as pontes de treliças eram as novidades. Na Segunda Guerra Mundial, a Inglaterra desenvolveu as pontes metálicas, as famosas pontes de Bailey para uso militar sendo portáteis e de aço. Atualmente as pontes suspensas e inteligentes são construídas com sofisticada disposição de cabos dotados de sensores que processam dados e sistemas de alertas para importantes situações como sobrecarga, níveis de água, velocidade do vento e grandes projetos que contam com engenharia, tecnologia, grandes empreendimentos para atender às necessidades da população. Antigas e modernas , as pontes tornaram-se verdadeiros cartões-postais de suas localidades pela beleza das construções, pelo valor na História, pelas lutas e conquistas ocorridas sobre as mesmas e projetos pelos quais surgiram. 
Pontes deixam marcas nas pessoas. Pelos medos que elas costumam provocar, pelas conquistas e vitórias, aventuras, travessuras, pelos esportes radicais e demais razões. Pontes ficam gravadas na memória. Aquela em que o rio transbordou, impedindo a passagem dos carros, mas o motorista louco atravessou, (parece que sabia de cor e salteado o rumo da estrada). E saímos vivos do lado de lá. Era véspera das Bodas de Ouro do Senhor Geraldo e da Senhora Maria Cândida. Eles iriam conhecer a primeira bisneta, filha da primeira neta. (E foi o que aconteceu com belas comemorações).
Prosa interessante sobre a ponte rodoferroviária do Rio Grande viva nas lembranças. Erguida em 1915 pela Companhia Mogiana de Estradas de Ferro entre as cidades de Igarapava (SP) e Delta (MG), a ponte guarda feitos sobre guerras. Em viagem ao Triângulo mineiro, anos 70, visitando familiares em companhia de pai e do mano Arthur, entram em cena mais História e suas marcas nas barras de aço que sustentam a famosa ponte. Ah, seu José de Paula da família dos Araújos, quanta informação interessante! Verdadeiras aulas envolvendo Geografia e História Geral e do Brasil, fatos relatados com oralidade e eloquência invejáveis, ilustrados pela ponte e suas perfurações causadas pelos tiros de canhão que ali cortaram os ares mineiros e paulistas por ocasião da Revolução de 1930.
A ponte une, mas também separa! Até que certo golpe de estado conclui o movimento e põe fim à República Velha.
Final de ano, mês de chuvas fortes! Quantas vezes presenciei, e ouvi a turminha, alunos de 7 a 10 anos de idade, molhados, a tremerem de frio, vindos de um temporal contando assustados que atravessaram a ponte esburacada com as águas do rio transbordando! Meninos e meninas, heróis da ponte do Suaçui que corriam sérios riscos, mas não faltavam à escola a fim de serem alfabetizados. Como poderia esquecer os “Meninos da ponte” que me ensinaram além da coragem? Suspensa estou eu assim como as pontes atuais. Suspensa entre as pontes da vida! Essa, a que desafia e escolhe arriscar e surpreender as tempestades, as roupas rasgadas e ensopadas, os pés no chão da estrada e da ponte quase caída... 
Mas, os mutirões alcançaram novas pontes de agasalhos e afeto e a merenda quentinha cozida com maior amor pela Helena e Eva naquele caldeirão que cabia mais e mais carinho... Pontes de afagos transpondo a temperatura dos corpinhos gelados pela chuvarada, botando ponto final nas tremedeiras.
Manhã de Ano Novo! Ponte Octávio Frias de Oliveira, São Paulo. Tão calma, uma verdadeira paz em dia de confraternização. Inacreditável trânsito sem trânsito! Da ponte do viaduto fico alguns minutos, curtindo a beleza suspensa sobre as águas do Rio Pinheiros. Ponte estaiada, cartão postal do Brooklin. E minhas manias de fotografar. Entre uma ponte e outra, os flashes em conexão com os reflexos de meu mundo.
Pontes: Elos entre dois lados. Onde estou, o que sou e, para onde estou indo, o que serei. Pontes sobre o mar, riachos, corredeiras, pontes dos bosques. Patamares de referências ouvindo vozes de rios, risos e choros dos caminhos que andam, recados às margens, pontos de observação entre a imaginação e o limite dos olhos. Das pontes, posso ver refletidas no espelho liquefeito, a imensidão de teto em nuvens que andam e atravessam tantas pontes...



Maria das Graças Araújo Campos. 28/09/2015. Pontes sobre rios da memória.

domingo, 27 de setembro de 2015

PENSAMENTO




" Com efeito, como poder-se-ia vencer o mal, o erro, a injustiça no mundo se não se começar a vencê-la em cada ser em particular?"
 Léon Denis

AÇUCENA



     A  ltiva, elegante e graciosa

     Ç  resce em frescor às margens dos rios

     U  m lírio dos poetas

     C  ausou fascínio entre os homens pelas eras

     E  a delicada flor- da- imperatriz

     N  os campos passeia em pontos de luz

     A  sua essência vai aos montes do Olimpo.

 Obra Protegida.
      
Maria das Graças Araújo Campos, MG/ Brasil. Acróstico . AÇUCENA.
      23 /09/2015


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

MENOS BLÁ, BLÁ, BLÁ... MAIS REFLEXÃO!




SENSACIONAL que um texto esteja nascendo de outra fala! Sobre a lida em geral do  desespero, já que estamos gritando para sermos observados.
Por quem e para quê?
Quem sou eu diante de tudo isso, já que, a cada manhã, estou de cara nova?  
E fico de cara com o velho e o novo em andamento e confrontos. Conflitos de gerações, conceitos refeitos, blá, blá, blá de todo jeito... O que vejo, o que penso, o que posto, o que torno público, o que comento ou deixo em branco, o que transforma para o bem e, que bem é esse?
Quem sou eu? Que perfil  responde à realidade da minha realidade? Com ou sem os avanços  ainda resistindo a certas  invenções, e desejando outras. Com ou sem a mais nova  e moderna tecnologia, para que possa estar quite com as regras do jogo. Com ou sem celular, quando alguns perguntam: -"Você não tem Whats App?" Sim, não Sim ? Não?  Não?
Tenho What Life!
Estou à caça de  mais sabor de vida, viajo aqui viajo ali, acolá, , conhecendo ou não, França, Noruega, Disney, África do Sul, Veneza, Istambul.. Viajo aqui e ali, sem que saibam em que aeroporto estive ontem ou estou agora...
Nada contra viagens, pelo contrário. Amo sair por aí degustando lugares, conhecendo culturas, ganhando espaços múltiplos, mas secundários em metas superiores.
Rodo e rodopio em viagens do consciente e inconsciente. Rodo sobre rodas, rodovias, asas literalmente, asas imaginárias, amo observar paisagens, contemplar. Tudo é enriquecedor!  Mas, nem 8 nem 8 nem 80...  
Pensando bem... Menos é mais! Mais é menos. Tudo é maravilhoso se se tem equilíbrio, dosagem e bem querer para se viver  de bem com a vida!
Que a fala "REFLEXIVA" esteja  em alta para a evolução maior de todos nós! Que a vida seja vivida com kkkkkkkkkkkkk de verdade!
Que a interação seja sempre sucesso!  Somos caçadores dos “eus” que interagem com o “EU SOU” mais profundo em constante formação nesse universo humano, assim como as estrelas que nascem, brilham, e se desintegram   propagando rastros de luz pela eternidade afora!


Maria das Graças Araújo Campos. Menos Blá, Blá, Blá... Mais Reflexão

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