segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

VALOR ESSENCIAL - Essência e Títulos





 Na escala de valores morais e éticos, de que serviriam os títulos, se, por eles, não houvessem causas que burilam a alma, levam ao incentivo, à expansão do bem e belo e ao sentimento de respeito por si próprio e pelo outro, com objetivo essencial de ser e estar aqui?
Lembrei-me há pouco uma frase rotineira, bem verdade que “Somos todos iguais perante o Criador". Em cada um de nós existe a centelha divina que pulsa o amor à vida, os desejos, e as escolhas”.
Todos os dias são manhãs, tardes e noites.Tempo diverso para opções, escolhas , recomeços. Diz-se que crescemos e aprendemos através do amor e da dor. Cabe-nos,a cada um, observar a que ponto se chega e onde se quer chegar.
O sentido de buscar e ampliar os propósitos, dá-nos (na mera condição humana e mortal) visões de metas, se dedicamos tempo ao tempo que se propõe criar e crer nos ideais.
Ideias existem em todo ser humano. O imaginário manifesta-se pelos sonhos, intuições, vontades de inovar... Mas, para isso, é necessário trabalho, trabalho, equilíbrio de emoções a fim de se concluir os feitos pelo discernimento, sem se esquecer de que a melhor loucura é a lucidez. Trabalho a que me refiro, seria a composição somada de dedicação, coragem, e persistência, para se construir tarefas árduas e desafiadoras de muitas eras...
A base de tudo é o respeito, o que gera amor, o olhar crítico, o olhar apreciador sem malícia sem inveja, sem querer ser o outro. Alimentar a unicidade em campo universal, compartilhando, doando, aprimorando dons na grande caminhada humana à moda bem humanista. Enfim, poder se abrir, ser livre, manifestar-se sem preconceitos... A arte é mestra nisso! Criar é descobrir, desvendar, e ser original!
Um dos temas que teimo em expressar na escrita e na pintura, é a “COLHEITA”. 
Acredito ser pela seiva das lições de consciência, a que me agarro, quando, na responsabilidade de expor algum trabalho, ou mesmo título, haja implícitos desejos, não só de pôr à mostra, mas de sentir que, quando se espalha qualquer que seja a semente ou palavra ou ideia, espalha--se o grão-mor da absoluta colheita, e observa-se o que ceifar, evidente, e com certeza de que a justiça é causa e consequência de que somos feitos de bases a solidificarem, a se perder de vista perante a evolução na existência, na vida, no fazer e acontecer... 
Dos compromissos , incluo no dia-a- dia, as tentativas de ser melhor a cada novo amanhecer.
Compartilhar as alegrias, gratidão, e reconhecimento, é também, creio, uma forma expressiva de valorizar as pessoas envolvidas com nossos feitos para que os títulos e obras aconteçam!
Sucesso a todos em seus processamentos, que se moldem e culminem em belas peças, assim como o oleiro com paciência, vai amassando o barro,criando seus potes cheios de histórias...


VALOR ESSENCIAL - ESSÊNCIA E TÍTULOS.




VALOR ESSENCIAL - Essência e Títulos
Maria das Graças Araújo Campos. VALOR ESSENCIAL - ESSÊNCIA E TÍTULOS.
Graças Campos 03/12/2016.

sábado, 3 de dezembro de 2016

DESCOBRIMENTO


Oceanos são rotas
navegam veleiros
navios, celeiros, cruzando a sol, 
o sal da lida

Tempestades
alto mar da vida,
guerrilheiros e pacíficos
mistérios em profundezas...

Sólidos espaços
incerta liquidez
nuvens de sonhos
névoas ambiciosas,
Camaleoas do tempo...

Descobrimento,
véus ao vento
içar as veas
viagens belas, 
miragens,
velas...

Descobrimento...

Oceanos são rotas
navegam veleiros
navios, celeiros,
cruzando a sol, o sal da lida...
Em frente, naus, naufrágios, 
sobreviventes...

O coração do homem ainda encoberto
É Terra desconhecida...

Descobrimento...




Maria das Graças Araújo Campos Descobrimento.
Poema e pintura.
Graça Campos, 03/12/2016




segunda-feira, 21 de novembro de 2016

CONSCIÊNCIA NÃO TEM COR...



"Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra".
Bob Marley



Em minha pele, há um misto de cores, do preto ao branco, "parda", acastanhada, vermelha, amarelada? 
Desbotada, quando meus olhos anuviados perdem o brilho de enxergar a cor da aura e, incapazes, veem apenas o lado externo, carapaças do mundo, estilhaços de ignorância, pre/potentes, in/ conscientes.
Pois a cor dos pensamentos sem trapaças e tormentos é a que banha de saber ser, e, oportunamente, adentra, esmiuça tabus e reverte conhecimentos. É no batente, pelas andanças em sóis ardentes, em terras frias de moiras crentes, dias sombrios de mãos atadas, dores malditas, e sonhos bentos, que os pés firmes, fincam o solo da consequência, cavam desertos, limpam os olhos e a visão clarividente, vê finalmente, o colorido miscigenado nos esqueletos que restam da insensatez dos preconceitos.

Consciência não tem cor... Tem alma e sentimento, sabor de histórias, do princípio da vida, de onde se vem, e o que se é, para quê... Somos a soma do que fazemos! Somos todas as cores do mundo!

Imagem Fonte: Google

Maria das Graças Araújo Campos, 20/11/2016.

domingo, 20 de novembro de 2016

DANDARA... QUEM FOI? QUEM É?



São guerreiras que pulsam em mim,
sou eu, caçadora incessante,
é a voz veloz dos relâmpagos, faíscas de raios, 
e calor de sol, 
persistência de fênix,
chuva de desejos...
É o grito rouco da garganta se afinando,
perpetuando mantras, reforçando a crença, 
ecos em céus contornando montanhas,
vales e mares, rochas, nevoeiros,
canaviais, desertos e sertões
o tempo inteiro...

São mulheres "Dandaras",
meninas, meninas, em voos de águias, 
pios de corujas em corpos de borboletas
na voz dos Palmares, ares, ares...

Aventureiras guerreiras dos vendavais, 
construindo altares,
peregrinando saber
reformas de viver!

Se africana? 
Dandara.
Ou brasileira? 
Dandara.

De todo, a Mãe é Africa,
origem, 
descendência
afiliada da coragem
na face feminina dos quilombos...


Imagem do Gogle 


Maria das Graça Araújo Campos, 20/11/2016.


quarta-feira, 16 de novembro de 2016

ASAS...



Asas...
forças transparentes
aparente, frágeis...

sonhos indomáveis
companheiras afáveis,
de voos solenes,
fantasias de vozes clamantes
eternas  buscas...
 liberdade!





Graça Campos, 16/11/2016

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

PENSAMENTO...


Pensamento tem cor, forma, cheiro e peso.
Tem poder incrível e uma força magnânima,
se vibrante a luz que habita.

Graça Campos

Imagem do Google.

domingo, 6 de novembro de 2016

TAUTOGRAMA EM L II- HÁ 1 Ano - ROMPIMENTO DA BARRAGEM




HÁ 1 Ano - ROMPIMENTO DA BARRAGEM DO FUNDÃO em Mariana / MG



LÁBIOS latejam 

Leem lúgubres linhas lamentosas

Lamaceiro limo lamentos longe

Lapso 

Labirintos lama lama lamaceiro

Listagem leito lodaçal

Lousa lápide

Luto

Lares lambuzados

Lâmina lava lançada

Leva leva

Longa linhagem

Ladeira eira eira


Lábios latejam...



Maria Das Graças Araújo Campos-TAUTOGRAMA EM L II-
HÁ 1 Ano - ROMPIMENTO DA BARRAGEM
Graça Campos, 06/11/2016

... poesia com seu fôlego é movimento que narra...


Não raro, a poesia toma um ar cinzento, na verdade, captação do ser sensível que há dentro de nós. Poeta é quem sente e escreve sentimentos, a poesia está aí hoje, assim, acabrunhada, e amanhã ela escreve sol de alma lavada...
Há quem diga que poeta vive nas nuvens... Grande mérito!
Quem sabe, de lá, traz no verso, a transparência do verbo de modo mais sutil, a que olhares conturbados, impossibilitados de enxergar, inspirem-se em sopros de fé, e esperança, sem lamaceiros...
Obreiros dessas lavras, que se lavrem com exatidão, histórias detalhadas daqui, de lá, de todo lugar.
Enquanto houver quem faça e fale e escreva e ore, em temporal, seca, ou sombra, e uivo de vento, avalanches, naufrágios e tormentos, a poesia com seu fôlego é movimento que narra, descreve e argumenta, declama e encena todo o tempo...


Maria das Graças Araújo Campos
Graça Campos, 05/11/2016.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

POEMA DE AMIZADE




Eu te  desejo braços envoltos em abraços, 
eu te desejo a poesia alada em versos brancos,
despreocupadas rimas acaso volitantes
e bem querer de fada.


Eu te desejo desenvoltura de dança,
se anelando a cada som instrumental
mas, sem amarras, teus cabelos soltos
no vai e vem de pensamentos alinhados,
nem se importando com algum fio despenteado...

Apenas a lisura colorida, 
e o solfejar cantoria de pássaros.

Eu te desejo a poesia viva
do sentimento e emoção nascida
de cada passo e luta vencida,
guerreira forte e bela que és!


Eu te desejo o degustar sabores 
nas coisas simples mais sutis da vida, 
paz de andorinha, pouso e guarida, 
e leves voos de borboleta, 
lua de sonhos e uma estrela -guia, 
de caminhar a tua autoria, 
maravilhosa amiga!






Maria das Graças Araújo Campos 
Graça Campos, 30/10/2016.
Dedicado a Neiva M Souza, minha amiga querida,
desde os tempos de meninas. 


sábado, 29 de outubro de 2016

CANTO DAS ÁGUAS


Canto da águas
Ele nasce suspirando música, soprando partituras
em gotas persistentes. 
Vem trazendo lembranças de encontros e abraços de mar,
assovios do vento em concertos. 
Observa os mitos, e, misticamente,
se mescla nos corpos da dança, das meninas “profanas”?
Irmanados em águas salgadas, partilham mistérios...
Doce e sal!


É o canto das águas que faz parceria e, na contradança,
acalanta e desliza seus sonhos meninos,
sereias cirandam.
Ele canta, encanta e conta histórias... 
Vai levando leveza de folhas, lamento de flores que, ao se despencarem, pedem, imploram que as deixem ali, 
pois, nascidas, que brotam no aconchego dos montes...

São caminhos que andam às vezes calados,
outras vezes em prantos cantados.
Às margens, surpresas, detalhes, natureza,
entalhes que o tempo artista esculpiu.
Belas verdes cabeleiras se debruçam
e, em sombras, se banham
Narcisas...
E as cantigas se ouvem ao longe,
notáveis cantoras,
benditas cachoeiras. 

Corre canto, traz risos banhistas,
refresca a alma, corredeira. 
E me ensina a cantar as cantigas da vida...

Maria das Graças Araújo Campos
Graça Campos, 28/10/2016