domingo, 27 de março de 2016

BORBOLETAS APAIXONANTES


Translúcida imagem lúcida de voos  
Sensatos,
Aos pares asas majestosas pairam,
 Volitam à luz do dia,
Acenam ora serenas, ora “INQUIETA/S”
Codinome de “POETA”/S...
Seres líricos, mensageiros diáfanos
Nascem crisálidas, cálidas, e esvoam
Dos casebres aos jardins dos paços...
Borboleta, corpo de menina, asas de mulher,
Segredos e cochichos nas fronteiras do mítico,
Ribeiras e altaneiras fontes da coragem
Das criaturas, aragem...
Borboletas são sedas mutantes,
Almas de favos, doçura dos instantes...
Alimentam-se de mel, flores vibrantes,
Como folhas de outono
Vão ao chão dos infinitos passos
 E se erguem mágicas...
Por sorte, pousam na palma da mão de jardineiro,
Leveza fantástica em revoada pelo mundo inteiro...
Borboletas monarcas embarcam sem temor
Do México ao Equador...
Nas asas gregas de Psiquê sopram cores e sons
Do destino
E no bailado clássico da corte,
Imponente,
A imperatriz desfila livremente
Qual pluma nos espaços,
Tão forte e tão frágil...

Matizes...
Cores vivas e mortas,
No show dos ciclos são mostras
Lisas ou tortas,
Dançarinas caleidoscópicas!
Fúlgidas e envolventes, por onde passam,
Deixam lições nítidas, contentes.
Entre o frescor dos dias no vigor da idade,
Ao ocaso onde o Rei-astro oculta.
Enquanto casulos às asas da existência,  
Quanta ciência!
Lúdicas, intuitivas, pequenas e grandes,  
Falanges da ternura, bailarinas flutuantes,
Versos  ambulantes, sonhos alados
Borboletas são apaixonantes!
Maria das Graças Araújo Campos
Graça Campos, 26/03/2016. 16:20


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