sábado, 5 de março de 2016

JOANAS, JUANAS, JOANAS ANGELICAIS...

Joanas, Juanas, Joanas angelicais!
Joana de Cuza: 
Uma das mais piedosas mulheres do Evangelho.
Joanas, Juanas, Joanas angelicais!


Pertenceu à  mais alta sociedade de Cafarnaum, no entanto, esquecendo o conforto da nobreza material, dedicou-se aos filhos de outras mães, ocupou-se com os mais subalternos afazeres domésticos, trabalhou até a velhice. Já idosa, com os cabelos embranquecidos, foi levada ao circo dos martírios, juntamente com o filho moço, para testemunhar o amor por Jesus.
Foi imolada em Roma, no Coliseu, a 27 de agosto do ano de 68, por não renunciar à sua fé em Jesus, sendo então sacrificada numa fogueira junto a seu filho.

Joanas, Juanas, Joanas angelicais!

Juana Inés de La Cruz

Século XVII
Joana, Juana! Juana de Asbaje Y Ramirez de Santillana, mexicana, filha de pai basco e mãe indígena. Após 3 anos de idade, fascinada pelas letras, ao ver sua irmã aprender a ler e a escrever, engana a professora e diz-lhe que sua mãe mandara pedir-lhe que a alfabetizasse.
Começou a fazer versos aos 5 anos e aos 6 Juana dominava o idioma pátrio. Era, além de estudiosa, habilidosa em costuras e afazeres comuns às mulheres da época.
Mas, a menina visionária almejada estudar mais e mais entre doutores. Confidenciou seus sonhos para o futuro a seu pai, Dom Manuel, que riu e disse à filha que ela conseguiria fazer a faculdade caso se vestisse de homem, isso porque só os rapazes ricos podiam estudar. Surpresa com a fala do pai, solicitou à mãe que a vestisse de homem, já que assim entraria na Universidade. Falava nahuatl, uma língua indígena e aos 13 anos  foi convidada  para dama de companhia da Marquesa de Mancera.
Na Corte encantou a todos com sua beleza, inteligência e graciosidade, tornando-se conhecida e admirada pelas suas poesias, ensaios e peças de teatro. Mas a sua sede de saber era mais forte que a ilusão de prosseguir brilhando na Corte.
A fim de se dedicar mais aos seus estudos e suas buscas, resolveu ingressar no Convento das Carmelitas Descalças, mas adoeceu devido à rigidez das regras do tal convento. Foi para a ordem de São Jerônimo da Conceição, onde podia se dedicar- às letras e à ciência. Recebeu o nome de Sóror Juana Inés de La Cruz.
Na sua confortável cela, cercada por inúmeros livros, globos terrestres, instrumentos musicais e científicos, Juana estudava, escrevia seus poemas, ensaios, dramas, peças religiosas, cantos de Natal e música sacra. Era frequentemente visitada por intelectuais europeus e do Novo Mundo, intercambiando conhecimentos e experiências. Imortalizou-se também por defender o direito da mulher, de ser inteligente capaz de lecionar e pregar livremente.
Em 1695, houve uma epidemia de peste na região e Juana veio a falecer após socorrer inúmeras irmãs religiosas.  
JOANAS ANGELICAIS
JOANA ANGÉLICA dE JESUS
Joana Angélica de Jesus, Salvador/ Bahia ano de 1761. Joana Angélica, filha de uma abastada família, aos 21 anos ingressa no Convento da Lapa como franciscana, com o nome de SÓROR JOANA ANGÉLICA, entrando na Ordem das Religiosas Reformadas de Nossa Senhora da Conceição. Foi irmã, escrivã e vigária. Em 1815 tornou-se abadessa Aceitou os votos de silêncio e, como monja enclausurada, jamais podiam vê-la. Atendia a todos através de um véu ou de uma cortina tendo atenção especial para com os pobres e pestosos. Exerceu uma das mais difíceis tarefas: a de reeducar mulheres equivocadas, as chamadas "arrependidas".
Meses antes do Grito do Ipiranga os baianos já lutavam contra o domínio português.  Em 19 de fevereiro de 1822, os portugueses atacam o Forte de São Pedro e os combates se estendem por toda a cidade de Salvador. Militares, e civis portugueses investem contra o convento da Lapa alegando que havia baianos combatentes escondidos ali.  A abadessa Joana Angélica tenta impedir a invasão do convento defendendo corajosamente a casa do Cristo, assim como a honra das jovens que ali moravam.  
Atingida por uma baioneta que atravessa seu peito não resiste ao grave ferimento. Com o seu martírio, deu tempo às internas de escaparem, refugiando-se no Convento da Soledade. Soror Joana Angélica recebeu socorros, porém vivendo por poucas horas, e tornando-se o símbolo da resistência e mártir da independência.

Joana, Joanna de Ângelis, amiga e benfeitora, angelical! 
 
Maria das Graças Araújo Campos. Joanas, Juanas, Joanas angelicais!
Graça Campos, 05/03/2016.

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