segunda-feira, 7 de março de 2016

MULHER, CRIATURA EM RIMA E PROSA



Mulher, criatura em rima e prosa
Divina e graciosa ,
Poema que desliza rumo à fonte
 Fonte que canta o verso da vida!
O feminino é sagrado instante
Da emoção, razão, ânsia constante,
Vivência, misto de néctar, sumo e fragrância
Poção, mistério, intuitiva  borboleta
Detecta riso e pranto mudo, o oculto,
A caçadora de tantos eus...
Mulher menina de seu destino
Anciã, sábia coruja, espiã,
Joia rara em camafeu...
Mulher guerreira!
Vidas se foram em prol da “Vida...”

Ouço o silêncio que esvai dos poros,
Lembra-me fogo,
Insensatez...
Transpiro a sorte que me salvou...
Estou intacta, em altivez escultural!
Toques de amor em minha alma
Na dança livre e tão sonhada...

Mulheres!
Todas em uma e uma apenas em milhares,
Assim tal qual
Um céu de corpos estelares
 Em cada olhar o brilho ímpar.
Destemidas, aventureiras, navegantes em alto mar.
Em solo firmes as pedras pisam,
Mulheres tantas tentadoras
E santas!
Imaginam-se pelos tapetes e andam descalças.
Em suas cabeças, lenços, guirlandas.  
Retiram véus, desnudam
Na previsão do riso solto em tempestade,
Cirandas!

Cadê Amélia? Ainda existe?
Se foi, outrora...
Será?
Mulher coragem, que acalenta, sossega a ânsia
E em seu tempo, resgata o próprio, o amor próprio
Mesmo que reste sinal no peito
Em cicatriz
Recente
Se recompõe e segue em frente!
Em rima e prosa!

Maria das Graças Araújo Campos. Mulher, criatura em rima e prosa.
Graça Campos, 07/03/2016. Direiros Autorais 
Obra Protegida.


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