segunda-feira, 25 de abril de 2016

E AS CENAS SE REPETEM...



E as Cenas se repetem...




Em gesto de oferenda, o coração materno se rende ao tempo, pedindo ao Criador a proteção maior!



E as cenas se repetem... 
O que faz do amor esse eterno movimento de gerações que se emendam em laços eternos. Frases, palavras, sons e tons, datas, encontros.
Olhares! Os olhos reflexos, a cada olhar, um anexo. Estações vêm e vão a despertar sóis e luas, chuvas de estrelas, ventos, ventanias de norte a sul balanceando ciclos.
Paisagens lembram o passado, o presente, e plantam futuros onde o tempo emoldura lembranças.
No céu nosso de cada dia, mire-se nas possíveis visões e previsões em que há arte fantástica em suas formas e cores. Das nuvens, criaturas encantadas ou reflexivas, se à ação contrária, elas se nos observam. O que pensam? O que veem? Que mensagens enviam para os olhos que atentam parar por um instante, a ver o alto?
A vastidão é footing onde flocos de algodão são nuvens anuviadas de sonhos. Céus de pensamentos apressados,  claros e obscuros, lentos... Alguns perdidos em devaneios. Outros são anúncios de tempestade...  Chorosos, ou felizes na medida em que o que se pensa, é céu de mar e mar de céu, revolto ou solto trazendo a inspirada conversa com as divindades!
 Quando se baixar os olhos, visualizar as corredeiras, os caminhos que andam cantarolando sem fim, mire-se nas mesmas pedras firmes, instrumentos de sustento a novas águas seguindo curso, (e, que não cessem, que sejam sempre cânticos,  e lavem corpo e alma, purificando o mundo).
Cenas se repetem nas multidões, no cais, no caos, no vazio, no silêncio, nas guerras e nos campos de paz, nos santos momentos de louvor e mais. Cenas remotas apenas renascidas na memória que é vida, origem e suporte e segmento. Cenas corriqueiras, despercebidas, grotescas ou maneiras.
Contudo, elas existem , resistem, reforçam a idade, a força e a maturidade na beleza e grandeza do que seja realmente além da consanguinidade, a afeição, à vontade, o entrelace de histórias em que a nossa natureza brinda! E são erguidas taças humanas, prendas, em tenra idade, suspensas por valor! Eternidade!
Nossas avós, certamente integram cenas as quais me refiro. Presenças de instantes, delícias de se pensar e crer, e assim sequencialmente, as mães, nossas mães ser.
Saudações à natureza da maternidade que agradece em cenário bendito.
Assim, mãe reergueu-me no espaço mais alto em que os braços puderam alcançar.
Assim o fiz com as filhas, assim o faço com os netos.  Cenas originais, mesmo que repetidas, nossas estrelas, luzes de pureza e inocência. Criaturinhas que chegam para nós.
Em gesto de oferenda, o coração materno se rende ao tempo, pedindo ao Criador a proteção maior! E as cenas vão se repetindo...
Maria das Graças Araujo Campos. E as Cenas se repetem...
Graça Campos, 25/04/2016.

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