sexta-feira, 29 de abril de 2016

COERÊNCIA



COERÊNCIA


Esse olhar que cala,
à janela que se abre
e vê o infinito
bendito espaço
que, da janela,
se ganha em se perder.
Olhar que vê
 e ouve a súplica da alma...



Maria das Graças Araújo Campos
Graça Campos, 28/04/2016.

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quarta-feira, 27 de abril de 2016

DE REPENTE, UM(A) SELF






 Acredito na paz de verdade, 
aprendizado contínuo em busca do amor em sua essência.

 E o que é o amor senão amar?
 E o que é amar?

 A caridade é amor de amar sem restrições,
 a alegria, o sorriso de amar,
a paciência, amor pelo tempo,
a lágrima, o temporal interior.
A dúvida, questão da fé...
O respeito é o amor vestido da personagem à frente de qualquer eu...
O olhar do amor vê a coragem e a fragilidade humana se confrontarem a cada segundo das existências.
O Self do amor reflete a imagem do pensamento.
A fotografia do amor, infinita edição de mosaicos em outra pele...
E a certeza do amor é plenitude divina.


Graça Campos, 2016.







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segunda-feira, 25 de abril de 2016

E AS CENAS SE REPETEM...



E as Cenas se repetem...




Em gesto de oferenda, o coração materno se rende ao tempo, pedindo ao Criador a proteção maior!



E as cenas se repetem... 
O que faz do amor esse eterno movimento de gerações que se emendam em laços eternos. Frases, palavras, sons e tons, datas, encontros.
Olhares! Os olhos reflexos, a cada olhar, um anexo. Estações vêm e vão a despertar sóis e luas, chuvas de estrelas, ventos, ventanias de norte a sul balanceando ciclos.
Paisagens lembram o passado, o presente, e plantam futuros onde o tempo emoldura lembranças.
No céu nosso de cada dia, mire-se nas possíveis visões e previsões em que há arte fantástica em suas formas e cores. Das nuvens, criaturas encantadas ou reflexivas, se à ação contrária, elas se nos observam. O que pensam? O que veem? Que mensagens enviam para os olhos que atentam parar por um instante, a ver o alto?
A vastidão é footing onde flocos de algodão são nuvens anuviadas de sonhos. Céus de pensamentos apressados,  claros e obscuros, lentos... Alguns perdidos em devaneios. Outros são anúncios de tempestade...  Chorosos, ou felizes na medida em que o que se pensa, é céu de mar e mar de céu, revolto ou solto trazendo a inspirada conversa com as divindades!
 Quando se baixar os olhos, visualizar as corredeiras, os caminhos que andam cantarolando sem fim, mire-se nas mesmas pedras firmes, instrumentos de sustento a novas águas seguindo curso, (e, que não cessem, que sejam sempre cânticos,  e lavem corpo e alma, purificando o mundo).
Cenas se repetem nas multidões, no cais, no caos, no vazio, no silêncio, nas guerras e nos campos de paz, nos santos momentos de louvor e mais. Cenas remotas apenas renascidas na memória que é vida, origem e suporte e segmento. Cenas corriqueiras, despercebidas, grotescas ou maneiras.
Contudo, elas existem , resistem, reforçam a idade, a força e a maturidade na beleza e grandeza do que seja realmente além da consanguinidade, a afeição, à vontade, o entrelace de histórias em que a nossa natureza brinda! E são erguidas taças humanas, prendas, em tenra idade, suspensas por valor! Eternidade!
Nossas avós, certamente integram cenas as quais me refiro. Presenças de instantes, delícias de se pensar e crer, e assim sequencialmente, as mães, nossas mães ser.
Saudações à natureza da maternidade que agradece em cenário bendito.
Assim, mãe reergueu-me no espaço mais alto em que os braços puderam alcançar.
Assim o fiz com as filhas, assim o faço com os netos.  Cenas originais, mesmo que repetidas, nossas estrelas, luzes de pureza e inocência. Criaturinhas que chegam para nós.
Em gesto de oferenda, o coração materno se rende ao tempo, pedindo ao Criador a proteção maior! E as cenas vão se repetindo...
Maria das Graças Araujo Campos. E as Cenas se repetem...
Graça Campos, 25/04/2016.

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domingo, 24 de abril de 2016

NOVAMENTE MEU OUTONO É PRIMAVERA- Bendito ciclo! Marcas do tempo...


Gratidão ao Criador pela abençoada oportunidade de estar aqui agora. De ter vivido ontem, de querer e pensar no amanhã. De ter esperança em dias melhores. Assim do jeito que sei, tentando, à medida do entendimento, acertar.
Que teste desafiador! Quantas estratégias, opiniões, palpites, consciência, desconsciência, objetos do desconhecido!
Quando nasci...   Tudo leva a crer em uma conversa séria com Deus e comigo mesma.  Mineirinha, uai, meio desconfiada, mas aventureira, mania de matutar ideias de liberdade, e, quando me vem coragem , haja coração!
Curiosa, ansiosa, persistente e guerreira, sou manias: mania de olhar e enxergar o belo, o que é bom, dentro de paradigmas, é claro.
Mania de pisar e pisar firme, subindo em pedra sem temor de tropeço...  Mania de caminhar, ah, mania boa!  Mania de parar e conversar, deixar o riso correr se lágrima vier, deixar rolar...
 Mas, logo sou de novo, riso, muito cigana, meu lema é sol de liberdade; trilhas, descobertas da alma.  Sei que aparências enganam, mas contorno os desenganos.
Amo!  Amo a paz, a justiça, a natureza, a luz, a saúde, o companheirismo, amo escolher...
Amo agir, chorar, sorrir! Aprender, sentir, ouvir, escrever, falar, ver! E agir!
Amo abraço demorado, piada e caso inventado!
Sou mistura de raças, mas o que prezo mesmo é ser humana! Venho de terras longínquas, de açoites do vento, de calor que arrebenta.  Travessias, e pontes, altos e baixos, ando descalça e sei andar de saltos.
Venho dos bosques cheirando a flores silvestres, e trago comigo Flora como companheira.
Venho de onde a força criadora da vida gerou a Graça da menina que hoje continua a sua luta pelos ideais sonhados e agrega a criança, a  adolescente, mulher, mãe  e avó.
Venho trocar ideias, aprender, e aprender que o tempo bom da vida é saber ser alegria, teimosia, ânsia de buscas, companhia...
E vim trazendo vontade forte de saber...  E saber que, de pouco, quase nada se sabe...
Venho também do século passado, do barro, da fonte, da inspiração, dos montes, dos mares, e além –mar... Dos horizontes, dos vales, e de outros lugares pelos quais passei e carreguei  a tiracolo os amigos que fiz, os olhares, os paladares, o cheiro, a culinária,  a arte, a chuva, o vento e as tempestades... Trouxe até mesmo o que  ainda não fiz, porque a gente carrega desejos  sempre, até que um dia...
Carrego sorte, lembranças, vivências crenças... Memória viva de minhas avós, que em poucas palavras disseram tanto! Histórias que não acabam mais, detalhes vividos que só enriquecem os causos que me animam e as conversas rendem dentro dos pormenores.
E do século passado? Trago a floreira que colhi nos campos, e da paineira saudades sem pranto, daqueles dias de menina de uniforme azul e branco, rumo ao Grupo Escolar, a declamar:  Plantem árvores meninos! Das praças e jardins urbanos, a alegria de serranos que marcaram infância e adolescência.
Sou do Dia do Livro, Dia de Monteiro Lobato, grande brasileiro, autor do Sítio do Pica-pau-Amarelo que se eternizou na memória da TV, nos corações de crianças e adultos encantados com personagens graciosos da arte imitando a vida.
A poesia está impregnada em meus escritos, na forma mais verdadeira de ver e escrever o sentimento do mundo. A pintura é companheira criativa das horas que nem sei se sou...
Ou quem sou!
Das lições de mãe e de pai, tesouros, valores! Sou a mistura de tons transparecendo a nudez de tal linhagem... Arrisco sonhos, alimento sonhos, sonho! Família é sustento, é manifesto de amor! É motivo de vida maior! Planto e cultivo flores, colho sabores aos olhos...  
Meus maiores presentes: Três Graças, Três meninas, Três Amores.
E, em laços eternos se vão tecendo os netos, meus doces primores!
Amigos, mãos que se erguem em nosso favor!
E, novamente é outono em minha primavera! Maturidade! Bendito ciclo! Marcas do tempo
BUSCAS...
Intensas buscas...

Obrigada, Deus! Pelo dom da vida, por tudo! 
Maria das Graças Araújo Campos Graça Campos, 17/04/2016.
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quinta-feira, 14 de abril de 2016

SAGRADO SUSTENTO



OLHAR pensante, passos sensuais compõem a poesia do mundo!

SEMENTE SAGRADO SUSTENTO
Somente sulcando solo saltam sementes simplesmente
Sortidos sabores singulares
Samburás sacudidos sapotis salientes
Sensibilidade saciedade suspense sentimento supremo
Sentenças saudades semblantes serenos
Suspiros selam sutil silêncio...

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