terça-feira, 24 de outubro de 2017

DAS VIVÊNCIAS (Dos sonhos tenros aos fios de seda)

DAS VIVÊNCIAS
(Dos sonhos tenros aos fios de seda)

DAS VIVÊNCIAS
(Dos sonhos tenros aos fios de seda)
Noite!
Há nos sons do silêncio, o toque harmonioso de harpas entre nuvens da alma que se inspira na intensa voz do coração... Sementes se desprendem das notas musicais, aninham-se nas covas naturais do solo fértil da imaginação.
E ganham verticalidade!
Havia um tempo... Havia um vento de varrer farelos, havia água de lavar as faces, havia sorrisos e lágrimas salgadas, mas havia cheiro noturno de rosas, e molhos de outras flores ajeitadas nos buracos das fechaduras. Havia uma porta que se fechava pouco depois de o sol se pôr! E acendiam-se as luzes da cidade, essas mais pareciam tomates madurinhos refletindo, nos pés de moleque, a sombra dos primeiros saltos altos em dias de festa!
Madrugadas de serenatas davam brilho de estrelas aos ouvidos surpresos, dispersando dúvidas dos escuros murais das ideias. Alegria aos amores puros, flutuantes em sonhos de viver amor e amar!
Adolescência mais que desafiadora, de arrepiar os poros, dizia-se: É... É sensibilidade!
Mais que isso: Aonde vem e mora a magia dos sentidos do nascer dos ciclos e das fascinantes descobertas. Descobrir o medo, os véus da virgindade, os segredos da sexualidade naturalmente.
A vida desperta outros tons e partituras, crescem meninas e meninos mergulhados ou não em suas percepções e conflitos bem próprios da idade!
Relampeja, troveja, chove tempestades em copos d’água! Chove literalmente, e chovem chuvas de emoções e dúvidas. Passo a passo, nos riscos e nas certezas, a vida segue!
Dia!
Gritam as obrigações e morrem as “selenas” em seus quartos minguantes. Vivem as noções entre um mistério e novas luas!
Presas as canções que se evocam do âmago. Mar bravio de náufragos atropelando desejos. Desejos tais que atingem como flechas, as “escolhas” por questões externas. E, por aí, se vai redescobrindo na nudez, em fantasias, devaneios, maresias, o sentido real de ser e estar aqui e agora!
No entanto, a natureza humana, em constantes buscas, percorrendo sendas, explorando os mais íntimos espaços, integra novidades, cada vez mais, em seus degraus e graus de evolução!
Do amor: Já se nasce amando à moda de sobrevivência! Aprende-se o amor, disciplina- o ou complica-o!
Conquista-se, perde-o, encontra-o ou desencontra-o! Mas o amor é centelha divina! Se adormece, se entristece, é só tecer de afetos a vivência, será possível achá-lo.
Haverá vento de varrer as teias fúteis dos pensamentos, e água de lavar as faces maquiadas e risos de alma lavada. À porta antiga de madeira maciça, abrir-se-á o amanhecer de sol, de chuva mansa, acordando a vida com suavidade, musicando gratidão!
Fio por fio dos cabelos, a melodia há de pentear toda a essência desde a infância que se soma ao adolescente, construtor de mil viagens, do adulto em sobressaltos à idade maior onde retoma-se, no íntimo, a trajetória inspiradora, matriz do real ensejo de nossa identidade!



Maria das Graças Araújo Campos, Santo Antônio do Itambé MG/ Brasil.
24/10/2017

Graça Campos.


Imagem Google.Pedra Labradorita

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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Meus fãs e também ídolos!

" Eu fico com a pureza da resposta das crianças, 
é a vida, é bonita e  é bonita!"... 
Gonzaguinha.

É de se contemplar a pureza das artes das crianças!
Que imensidão apreendo com meus pequenos artistas que, 
de pequenos, 
só mesmo a estatura física...
As experiências tornam-se riqueza de informação e valorização 
da capacidade e habilidade do outro.
O fazer pensar, exercitar, excitar, refletir, descobrir, 
buscar o novo, torna-se mágico, incrível momento da percepção!
São apaixonantes os pequerruchos!
Meus fãs e também ídolos!





É de se contemplar a pureza das artes das crianças!
Que imensidão apreendo com meus pequenos artistas que, de pequenos, só mesmo a estatura física...
As experiências tornam-se riqueza de informação e valorização da capacidade e habilidade do outro.
O fazer pensar, exercitar, excitar, refletir, descobrir, buscar o novo torna-se mágico, incrível momento da percepção!
São apaixonantes os pequerruchos!

Meus fãs e também ídolos!




É de se contemplar a pureza das artes das crianças!
Que imensidão apreendo com meus pequenos artistas que, de pequenos, só mesmo a estatura física...
As experiências tornam-se riqueza de informação e valorização da capacidade e habilidade do outro.
O fazer pensar, exercitar, excitar, refletir, descobrir, buscar o novo torna-se mágico, incrível momento da percepção!
São apaixonantes os pequerruchos!

Meus fãs e também ídolos!





Graça Campos, 05/10/2017.

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domingo, 1 de outubro de 2017

Na solidez das rochas





Na solidez das rochas aos minúsculos seixos de rios e corredeiras, 
a água lava, a pedra fortalece 
e o verde  da paisagem  é seiva em mim...  

Tudo vive quando se absorve a fluidez das criaturas divinas! 


Graça Campos, 01 de outubro de 2017


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sábado, 30 de setembro de 2017

ESSÊNCIA...



 Viva a essência e a unidade de cada ser!
Viva a beleza, que aos olhos de quem vê, 
é parte de si mesmo(a)!




Pensamento e fotos Graça Campos, 30/09/2017.
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sábado, 23 de setembro de 2017

LEMBRANÇAS DA FAZENDA DO CEDRO - AVÔ E NETOS




Dia desses conversávamos sobre as lembranças e mimos da infância.  Meu marido e eu temos  essa mania do diálogo, o que  faz bem , creio , a todo e qualquer  relacionamento e à boa vivência em todos os tempos.
A convivência entre gerações, sem dúvida, produtiva, revela-se como fonte onde se jorra a entrega e a busca, troca de afetos, do ponto de vista entre o velho e o novo, enriquece a soma de conhecimentos, a sabedoria e práticas da vida. Enfim, somam-se, aos inúmeros benefícios, a alegria e o rejuvenescer!
Há tempos ouço contar alguma história de convivência boa e de saudade... Alguém que deixou suas marcas entre conversa e outra, pregando valores em lições onde a vida caminha pelas vias afora... 
Ele viveu no Século XIX a XX: Constituiu família numerosa, o que era próprio da época. Pai, avô, bisavô, fazendeiro cultivava em suas terras, o milho, feijão, arroz, mandioca, cana, dentre outros alimentos.  Produzia rapadura, farinha, criava aves, produzia o queijo minas.  Homem enérgico, mas também carinhoso e caridoso, assim contam os netos, quando se juntam para falar de parte da infância que passaram bem próximos ao avô.  
Um deles, a quem o avô apelidara de “Barão”, esse me conta, com orgulho, de fases da infância que a memória festeja  e agradece.
_ ”Eta, homem bom! Um homem desses  devia  estar vivo!  Ele era farto, cativava a todos pelo bom tom da boa educação e, por aí, vai tecendo elogios e falando da bondade do Vovô Alfredo”!
 Em geral, quando se reúnem, empolgam-se ao contarem da época deles, da meninada lá na fazenda. Parece sentirem até o gosto e cheiro das quitandas, das frutas, do café com leite  servidos com prazer. E mais, dos banhos no rio, das peraltices  e dos galopes a cavalo pelas trilhas, o que deixava os adultos atentos a qualquer eventualidade.
Entre uma conversa  e outra, um vai e vem e outro, uma pausa para os detalhes e nomes das pessoas que também viviam lá, trabalhadores, fiéis  amigos. Uns ficaram mesmo, como se fossem da família. Raimunda e Mariana, Conceição de Zé Julião, o carreiro, Lolói Canela... Todos reverenciavam o senhor Alfredo, pois era bravo, enérgico, gostava de tudo em seus devidos lugares. Mas era muito bom!  Ele tinha o hábito de assoviar e às vezes parava para contar histórias. De vida mesmo!
 Uma delas, que causava uma boa dose de medo, era a história de uma luz que o acompanhava ao voltar das visitas aos filhos, já casados, que moravam nos arredores.
Dizia que a tal luz ficava no pé do cipreste desde o momento em que desarreava seu animal de montaria até que adentrasse o casarão.
A Fazenda guarda ricas lembranças, riso de crianças, papo bom de vô e netos, e muito suor!  Suor e labuta de tempos em que o luxo não existia, a vida era bem simples, nem estrada havia...
Preservada com carinho e zelo, a Fazenda do Cedro, pertence a uma das gerações da família, cujo proprietário é  seu neto, Dorvalino, (Juninho Campos) um dos  maiores produtores de queijos de Minas Gerais!


Graça Campos, Setembro/2017. 






Maria das Graças Araújo Campos/ 23/09/2017.

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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

POESIA DE MINH'ALMA



Poesia de minh' alma,
Alma que fala e se cala no silêncio dos versos
que, armados de brinquedos, contém segredos ora revelados,
galopa na canção do vento, tons professos
enrosca no tempo onde a pá/ lavra por toda a eternidade!

Alma, lamento na folha que chora , no uivo da fome, e, vivaz,
sacode o lema da PAZ  
na lágrima da guerra,loucura íntima,
tenaz, explícita, capaz
de revelar na roda viva ,  
a dança do pensar em solidez
e doçura, veracidade,
formosura,
a força da fé, o murmúrio das ondas
onde os homens se perdem em braçadas, nas profundas águas   
entre o saber e a inconsequência, 
 no fogo do inferno interior e no Céu de Parnaso.


Poesia de minh’ alma, suspiros em preces nas flores vivas e murchas,
no fogoso riso da vermelhidão do signo,
na fria e branca névoa a encobrir véus da verdade ,
confissões de folhas em derradeiros suspiros das idades...
Poesia , alma que ascende e revigora a mente,
semente , recital,  e sons veementes ,
instrumento , arte, brinquedo sério...
Poesia leve, e pesada,em seu fardo,
declama, clama e canta o canto da garganta,
liberta voz, fonte e coragem   
A carregar do mundo, os sentimentos...

Maria das Graças Araújo Campos.  POESIA DE MINH’ALMA.

Graça Campos


Imagem do Google



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quarta-feira, 20 de setembro de 2017





É sempre bom refletir...
Dos elogios e críticas

Um elogio incomoda muita gente, dois elogios incomodam muito mais... Assim também, as críticas! Esse primeiro motiva, alegra, faz pensar nas verdades e /ou falsidades. Dependendo da maturidade de quem o faz e recebe, seduz ou manipula.

No entanto, a crítica é relevante no sentido de atuar como geradora do crescimento, evolução e reconhecimento, pois torna-se filtro do negativo ao positivo, sem melindres, sem ofensas ou vice-versa. Atire-se a primeira crítica quem não goste de um elogio! Faz bem à autoestima. Promove a autocrítica e autoconfiança, enaltece as qualidades, tece louvores, o que se leva a pensar, muito mais relevante que tecer defeitos os quais, certamente, não geram amabilidade.

Elogiar : aceitar as habilidades que se desenvolvem no outro. Saber admirar a capacidade, o trabalho de aprimoramento que acontece no dia a dia do ser humano, quando se busca aprimorar... Nada é perfeito, ninguém é perfeito, somos seres em constante desenvolvimento, mirando metas ou tendo vertigens, olhando as setas e acertando as retas, sonhando acertar quando se erra , mas acerta! Elogiar é carinho, gentileza, não tira pedaço, ao contrário, acrescenta boas energias e o retorno faz bem...


Maria das Graças Araújo Campos
Graça Campos, 20/09/2017.


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domingo, 10 de setembro de 2017

Sob Medida. O vestido de chita.

Imagem Google Algodão

Manhã de ventos fortes! Rebuliço nas folhas que ganham asas comuns à estação.
Pétalas fluem, tingem o verde, e se doam em buquês (amarelo e rosa) dos ipês.
O céu da paisagem pinta os olhos da gente. Um silêncio íntimo absorve as vozes do tempo...
No campo, a vida descansa para reinício de semana.
Ao longe, fumaça e fogo trazem cheiro e gosto de melado no misto dos aromas das florinhas que balançam e tentam se firmarem no chão, onde moram seus pés, onde, à caça do novo, se pisa em plataformas de sustentação diante das surpresas dos caminhos.
 Voos passaredos, serra em floração, cantoria...  Sino dos ventos leva e traz harmonia! Contemplação!
Estação colorida e viçosa lembra-me vestes sedosas, saias fartas, rendas, leveza...
Invade-me a vontade imensa de recompor alguns bordados, vindos de mãos graciosas, a cobrir-me o corpo bem mais jovem!
No entanto, busco o argumento que me despe e, dessa natureza colossal, imagino estampas e apliques, formosas flores do fruto do algodão...  
Inspira-me o nascimento das ideias, dos sonhos, e o renascimento de mim mesma!
Imagino colheitas, enquanto vou degustando fé e café, queijos, rosca da rainha e biscoitos de goma de Dona Miranda.
Traços e figuras já têm a forma que previa há pouco... E ele surge no pensamento, nas mãos que põe à prova, o croqui estiloso. Surge estampado, alusivo às lendas da Índia Medieval.
Cheio de vida vem! 
Vem, meu vestido de chita! Vem trazer-me a aurora das cores, com fundo inspirado em primores de terra e além- mar de viagens...
Conta-me, em cada ramo, contos de encantos e a luta do solo ardente e sábio de um sol que irradia valores...
Parece feito sob medida,  o sonhado vestido de chita!
Lá fora, ventania encena...   
O vestido acena e veste-me plena!



Maria das Graças Araújo Campos.

Graça Campos. Prosa poética. Sob Medida. O vestido de chita.


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terça-feira, 29 de agosto de 2017

Enquanto o pulso ainda pulsa, Clorofilas ainda cores... AMAZÔNIA!



Enquanto o pulso ainda pulsa
Clorofilas ainda cores,
Órgãos vitais suspiram!
Clamam pela consciência que, cinzenta,
Vai perdendo ciência em olor, sabor, saber...
A mata, o rio, o bicho, a gente pede por clemência,
E geme temerosa em dor...
O pulso pulsa,
O coração do mundo
Soluça!           
Ecoa rouca, a voz que, da garganta aos gritos,
Lamenta o choro, “AMAZONA”...
Chora o uirapuru, sofre a vida e seus ritos,
A mata se vai emudecendo...
Chora o bicho, o “dono da terra”,
Que será “Sem terra”?!
Sem ar,
Sem raiz,
Sem lema?
Pois, ao nascer, o destino deu vivência!
A elegância das copas floridas,
Rara beleza sem guarida, aonde vai?
Atirada aos feitores da ganância? 
Horrores!
Na face dos imbés e das bromélias,
Dúvidas, quebrantos,
Por toda a flora, prantos!
Força divina, criadora: Põe tento nessa humanidade que se encontra des /humana!   
Ressabiados, pássaros cantores, ainda em seus recantos,
Emitem, tímidos, uníssona cantiga: “Existência amiga”!
Penas camuflam imagens que, sonhadas, entorpecem-se da insônia,
Onde folhas se escondem apressadas, vivendo pesadelos, turbulência!
E, aos olhos grandes, cheios de maldade,
Os “maus olhados”...
Benze a floresta, Pai Nosso! Benze a floresta, os rios e habitantes,
Onde  a essência divina de tua arte
Quer vida, quer vida, quer vida agregando valores sapientes,
Descobrindo-se  o teto da decência!  
Salve a Amazônia!     


                                                                                                         
Maria Das Graças Araújo Campos. Enquanto o pulso ainda pulsa
Clorofilas ainda cores... AMAZÔNIA!
Graça Campos. 29/08/2017.


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terça-feira, 8 de agosto de 2017

BAGAGEM 9.2 (onde mora o menino e o velho amigo)...



Pai, em tua bagagem há riso de bom-humor, humano calor, sorriso/simpatia, onde mora o menino José, o moço velho e o sábio amigo. Dedicação, força, coragem,  garra aos montes... Sabedoria, amor e proteção! Provedor desprendido, que se diz “Homem rico”!
Sim, tudo e mais... Dessa riqueza referida aos teus tesouros, os filhos.
Vens de um tempo onde décadas lhe ampliaram o olhar ao mundo, ao ser! Provaste de questões políticas, períodos de guerra, a segunda mundial, regimes ditadores... E, como sabes contar! O viajor pegou carona nos conhecimentos e, talentoso, apreendeu, nas malas, a fala desenvolta, oralidade correta e expressiva. Das estradas, exímio condutor, consciente no volante de caminhões, cargas pesadas, tornando a luta diária sob-rodas, a certeza do sustento em  leveza e conforto à família.
Menino José, que vem de longe, bem nascido  no seio de família numerosa, dos Araújos d’além-mar e brasileiros. O mineiro, guerreiro de “Conquistas”!  Veem- se tão perto, propósitos divinos, que bem se dizem: _ “Deus escreve certo”! Pois, acertou em cheio!  O menino com apenas 8 anos, já escrevia e lia, a frequentar a escolinha da fazenda Bacuri, teve de entregar a mão à palmatória, desenvolvendo a escrita sem partidos, além de inteligência e bons costumes.
Acostumou-se às asperezas de época, sem mesmo se acostumar! Acostumou-se ao conforto  pelo esforço, tão logo ganhou asas, o arteiro, e ansioso em suas buscas, assim que tomou porte de moço, ganhou coragem de enfrentar a lida por si, às exigências da sobrevivência. (Amoroso, sentiu deixar os pais, mas sempre os visitava).
Em suas tarefas, mostrou agilidade e competência na área mecânica, do manuseio à manutenção de máquinas de grande porte. Um dia, fora observado, e, logo, convidado, a  acompanhar a empresa RAS- Companhia de Estradas e Rodagens.
Jovem, bonito, elegante, e prosa boa, o menino ainda hoje, mora na sapiência de um moço velho, carregando consigo, a fartura de uma vivência inenarrável! São só 92 anos com memória perfeita, e ele se conserva saudável!
Dia desses, passamos uma tarde tão calma, e tão prazerosa acompanhada do café da Lúcia e bolo e abraços. E, no protagonismo,  as narrativas, os causos reais. Emocionados,  todos, ouvíamos os fatos, data histórica, dia anterior àquele encontro. E não seria diferente  a presença de um largo sorriso que, por sinal, foi o grande motivo da emoção. 
Eram 65 anos na lembrança do moço que, pela primeira vez, avistava e pisava em terras serranas em companhia do amigo, engenheiro, Dr. Edésio! A aventura durou uma semana, partindo da capital BH, com destino a Serro. E os olhos do menino Zé de Paula brilharam! 
O transporte, um caminhão que fora do exército, rumo à Estrada Real, onde a Serra da Vacaria quebrava as molas de quantas pedras em plena via. Assim, foram as paradas obrigatórias, seguir viagem? Só após removê-las. O tal caminhão chegou a Conceição do Mato Dentro.
Por ali ficou. Carregou carga pesada  e se cansou. Afinal, D7 Caterpillar tem lá, suas toneladas!
Foi assim que pai chegou ao Serro, em 11 de junho de 1952.  Isso, antes de passar com o trator de esteira nas águas do Rio do Ouro Fino. Foram recebidos pela família Neném de Melo com café e boas-vindas!
Mais à frente, havia a ponte de madeira, sem chance de suportar o peso das máquinas, e o jeito foi passar dentro do rio, e cheio, devido á enchente ocorrida naquele período. Conseguiram passar nas águas, no terreno do Sr. Toninho (Antônio de Aloízio), em seguida pelas terras de Sr. Astério. Mais à frente, avistaram o SERRO!
Aí, abriram estradas, fizeram grandes amizades. Alguns se casaram, constituíram suas famílias, outros, não! O menino José, por sorte do destino, havia de se aventurar, pois, pelos planos divinos, a bela mulher serrana representava a matriz, maternidade que eu aguardava para vir à Terra em minhas raízes mais profundas!

Então, meu pai querido! Como é bonita a vida! Quantas bênçãos envolvendo a gente para que a vida renasça em forma de menina! Menina curiosa,  antes calada a observar minúcias em questões, o que entendo agora na maturidade muito falante!Quanta prosa! Parece fermento crescendo ideias e evoluindo e, na receita, firmeza, para não me derreter em lágrimas, enquanto ouço tuas histórias reais.

Obrigada, menino Zé! Obrigada, pai amado! Feliz dia!
Te amo!
Bjssssss
Foto 12/06/2017


Maria das Graças Araújo Campos. BAGAGEM 9.2 (onde mora o menino e o velho amigo).
08/08/2017.
Graça Campos



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Comunicar... Tarefa promissora, além de mero verbo!

Foto: Arquivo Pessoal.

Potencial compromisso dos mais responsáveis, o dom da palavra falada e/ou escrita, etc. E comum a todos em geral!
Dizem que a palavra vale prata e o silêncio vale ouro. No entanto, deixemos à mercê das releituras, classificar entre clichês, ou novas denominações.
No momento, opto por conceituar o dito dentre as proverbiais, claro, vindo a calhar em situações umas e outras. Contudo, nem sempre consta ou confere-se ao idealismo...
Comunicar, atividade de ultrapassar os textos, olhares, gestos, imagens, e desejar compartilhar, tornar comum, dividir multiplicando toda e qualquer ação, todo e qualquer sonho, tudo ao nada, nada ao todo, ao que compensa e descompensa, ao que real importa e ao que se julga, tanto subjugando quanto valorizando.
Enfim, ao léu, ao escarcéu, se se perde a ponta do cipó, que urja o desejo de buscar os nós e desatá-los. Fora grilhões, avante a compaixão! Abaixo o ruminar notícias desprovidas de significâncias elevadas! Desatem corredeiras de benquerença e bem fazer! Tomara Deus, o tempo se abasteça e pensamentos transbordem canções vivazes...
Aí, certamente vamos fazer valer os grandes feitos em pequenos gestos, como se, dentro do palheiro, haja o achado, se encontre a agulha de coser, de refazer, de crer e buscar sempre!
Comunicar... Tarefa promissora de ventos zéfiros, catando palavras como flores e encontrando abrigos em aromas de beijos e asas...
Assim, a fé e esperança vão dominar as bocas e as mentes, e haverá campos de girassóis mirando a gente...
Comunicar experiências sem luxo, assim como se desnudando sem pressa, porque o show fica por conta da transparência!

Maria das Graças Araújo Campos. Comunicar... Tarefa promissora, além de mero verbo!

Graça Campos, 07/08/2017.
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sábado, 29 de julho de 2017

Cismas de azuis, pontos que cintilam:




Ao grande mestre favorito: Vincent Van Gogh!

Cismas de azuis, pontos que cintilam: Por ser céu, por contemplar as alturas, pela busca do infinito mar de sonhos, na loucura mais lúcida entre a arte o artista, as tintas se desmancham em luzes estelares e derramam inspiração nesse universo mágico onde as cores, em pincéis,bailam bordando pensamentos e dando formas inusitadas às luzes e sombras!
O desfecho fica por conta do olhar que vê e sente que a arte é para ser vista
e sentida nos reflexos mais profundos da alma humana!


Graça Campos 29/07/2017.



Fonte Google: Vincent Willem van Gogh foi um pintor holandês considerado uma das figuras mais famosas e influentes da história da arte ocidental.
Nascimento: 30 de março de 1853, Zundert, Países Baixos
Falecimento: 29 de julho de 1890, Auvers-sur-Oise, França

A Noite Estrelada

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Lugares que me inspiram...

Antes, o presente já tecia, dia a dia, as faces do riso que ora se estende pelos fios da vida
e registra sonhos abençoados, realistas e reais na percepção do tempo, 
na visão da essência e no amanhã das raízes...


Aqui respiro arte!
Graça Campos, 28/07/2017.



quinta-feira, 25 de maio de 2017

Canta, pois a cantoria é prece!


Canta, pois a cantoria é prece!
Chora, que lava a alma!
Enxuga o pranto com a esperança de novo tempo...
Deus é misericordioso, e tudo nos será dado por acréscimo!
Sim!  Pelo plantio e colheita! Essa última é certa!



Maria das Graças Araújo Campos, 25/05/2017.
Graça Campos em resposta a RV.


Imagem do Google.

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sábado, 13 de maio de 2017

ELAS são ELOS que me enlaçam e tecem amor por aí afora...



ELAS são ELOS que me enlaçam e tecem  amor por aí afora...

Ser Mãe é sentir o coração multiplicar batidas dentro e fora do peito,
É mover a vida em amplo sentido da coragem,
Unir forças vitais, sonhos capitais, e desejar profundamente o bem!

Ser Mãe é encher-se de orgulho, quando vê a luta diária dos filhos
e suas conquistas com toda garra e honestidade!
É rir, chorar, sofrer e se alegrar por tudo que se diz respeito às crias...
É observar e aplaudir seus voos,
depois , tudo se aninha no coração das mães  mesmo à distância...
Ser Mãe de três amores é colheita de “Flores” ETERNAMENTE!
ELAS são ELOS que me enlaçam e tecem  amor por aí afora..

Aos amores, flores meninas de meu coração e ventre,
Hoje, mais belas guerreiras, mulheres  maravilhosas, e mães amorosas!

Maria das Graças Araújo Campos. 
ELAS são ELOS que me enlaçam e tecem  amor por aí afora...
Graça Campos, 13/05/2017.


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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Serro, de minhas raízes...


Serro, de minhas raízes, onde vivi toda a infância e adolescência cercada de montanhas, 
de fé e riqueza humana que fazem parte do “acervo memorial” de um torrão que me encanta. 
Alto Azul do Espinhaço.
Pintura a óleo: Serro, Igreja e Museu 

Artista plástica: Graça Campos 

Nasci em terras que acolhem meu universo!


Nasci em terras que acolhem meu universo!
E a cada dia em outros espaços,
Renascendo, sou do mundo...
Graça Campos


Maria Das Graças Araújo Campos: Artista plástica, poetisa, professora de Língua Portuguesa e Língua Inglesa. Revisora de textos em Língua Portuguesa...

terça-feira, 9 de maio de 2017

ELAS, LAVOISIERAS BELAS...



ELAS, LAVOISIERAS BELAS...

Olhares ficam enfeitiçados , oh, cerrados...
Meninas damas, belas e faceiras,
Delírio dos prados,  solos mineiros!
Vestidas  ao vento, desnudam  pensamentos,
dançam   valsas azuis e levam às alturas,
montanhas de sonhos...
 Delicados buquês,  leves criaturas,
benditas flores do cerrado,
Quimeras...
Elas, Lavoisieras  Belas...


Maria das Graças Araújo Campos. Elas, Lavoisieras Belas...

Graça Campos /2017





Poema e pintura, Da Série FLORES DO CERRADO. Maria das Graças Araújo Campos. Graça Campos.
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terça-feira, 2 de maio de 2017

Inesquecível prosa com papyrus.



Sei que a palavra vem, sei que o tempo se abre e a paisagem é rica de histórias. Assim, exalando silêncio, elas me calam. Apenas dedos de prosa entre olhares...
Lembranças do Nilo, Egito. Atrai-me pela formosura, a planta sagrada! Imponentes papiros de tom verde que renova! Acaso não existe, e o percurso comprova.
Importantes e belas precursoras dos papéis de agora...
Curiosos momentos em que a sina é ser mina, contemplando as “Minas” de meus sonhos.
Bem ali, no miolo das artes confiro, admiro, registro o que da fonte banha-me a fronte...
Reaprendo fabuloso passado, adentro a cronologia dos “Morros Gelados” e me encanto com imagens que remontam séculos.
Precioso encontro entre folhas ao vento, inspirando formas e respirando recantos da cidade-mãe, que, volta e meia, envolve a alma da gente de sentimentos leves, mas sempre reflexivos nos caminhos reais e na composição de sua contribuição ao país e ao mundo!
Papyrus se mesclam à obra do grande Mestre Valentim, “Garças de Mestre Valentim”, ou “Aves Pernaltas”, escadas esculpidas em pedra sabão, logo à entrada de casarões lembram o toque artístico, mãos e ombros esfolados de trabalhadores escravos, artistas anônimos. Da música ali, também mudo, espia o piano secular... Dos filhos das serranias, a família, a imprensa, engenharia...
Enfim, contempla-se das altas varandas do solar, mais solares de arquitetura colonial, palco e das arquibancadas do saber de um povo.
Revejo os jardins internos alusivos à infância em geral. Destacam-se lá, os belos e elegantes papiros insinuantes! E nós continuamos em pensamento, interessante conversa.
Sei que o tempo se abre e a paisagem é rica de histórias! Inesquecível prosa com Papyrus...


Maria Das Graças Araújo Campos. Inesquecível prosa com papyrus.


Graça Campos. 30/04/2017.
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