segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O silêncio do beijo e o cheiro da flor



Flagrando beijos doces beijos
Enquanto a tarde abre algum diálogo
ao leque das questões incompreendidas,
respostas de solfejos entre ruflos
à luz do sol antes do pôr-do-sol
reluz a vida na doçura, ensejo
em pleno árduo calor de verão,
inconstância das ondas, mundo vão!

Em quantos pensamentos e olhares,
temperatura infernal, à queimaduras
dentre a maldade impiedosa, pérfida
inflama e atenta sem cessar,
insiste em infestar a vida alheia,
e transformar a paz em vendaval...

Flagrando as horas, cochicho com as flores,
viçosas, belas, nítidos detalhes...
Emanam fé, paciência e coragem,
e a floração em mim, é tempo iluminado
A tudo assiste, muda, extasiada,
ao silêncio do beijo e ao cheiro da flor!



Maria Das Graças Araújo Campos
Graça Campos, O silêncio do beijo e o cheiro da flor.
19/01/2017.

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