quarta-feira, 22 de março de 2017

POESIA DE MINH'ALMA






Poesia de minh' alma,
Alma que fala e se cala no silêncio dos versos
que, armados de brinquedos, contém segredos ora revelados,
galopa na canção do vento, tons professos
enrosca no tempo onde a pá/ lavra por toda a eternidade!

Alma, lamento na folha que chora , no uivo da fome, e, vivaz,
sacode o lema da PAZ  
na lágrima da guerra,loucura íntima,
tenaz, explícita, capaz
de revelar na roda viva ,  
a dança do pensar em solidez
e doçura, veracidade,
formosura,
a força da fé, o murmúrio das ondas
onde os homens se perdem em braçadas, nas profundas águas   
entre o saber e a inconsequência, 
 no fogo do inferno interior e no Céu de Parnaso.

Poesia de minh’ alma, suspiros em preces nas flores vivas e murchas,
no fogoso riso da vermelhidão do signo,
na fria e branca névoa a encobrir véus da verdade ,
confissões de folhas em derradeiros suspiros das idades...
Poesia , alma que ascende e revigora a mente,
semente , recital,  e sons veementes ,
instrumento , arte, brinquedo sério...
Poesia leve, e pesada,em seu fardo,
declama, clama e canta o canto da garganta,
liberta voz, fonte e coragem   
A carregar do mundo, os sentimentos...




Maria das Graças Araújo Campos.  POESIA DE MINH’ALMA.
Graça Campos, 22/03/2017






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