segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

APLAUSOS e "APLAUSOS"


Rituais fazem parte do comportamento humano. No entanto, o que mais fortalece qualquer atividade ou obra exposta, acredito ser uma pequena gota de felicidade pelo ato criativo e corajoso de se mostrar e romper barreiras, quiçá, timidez recolhida, que soube bater asas e ganhar seu próprio espaço no "mundo"...
Mostra consciente merece aplausos, se espontâneos, que maravilha! São boas e bem-vindas energias do universo de cada qual.
Aplausos, se falsos, ganham ecos falidos, ou tão curtos que se perdem aos ouvidos o quanto antes. O que fica da expectativa de algum reconhecimento é a força da vida no caminhar, na busca do novo, na ânsia das descobertas e de um novo ritmo que não seja enfadonho, mas sincero em compassos harmônicos, saudando uma palma, que seja, um aplauso, aquele do brilho do olhar de quem vê com os olhos da alma e sabe despertar no outro, a vontade de ter a parceria do bem-quer...



Maria das Graças Araújo Campos

Graça Campos Inspirada no texto Falsos Aplausos
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Na terra das azaleias... Aniversário de São Paulo



 Mercado Municipal - São Paulo - SP


 Pico do Jaraguá , o ponto mais alto de São Paulo




Antes de conhecê-la, não imaginava a admiração que teria a partir desse primeiro encontro com a Terra dos Bandeirantes, Terra da Garoa, a “Selva de pedras” que conquistou meu coração.
Segundo pesquisas atuais, é a cidade onde a ansiedade é exacerbada. Mas, também, a beleza, cultura, grandeza, onde a arte pulula intensamente.
Terra das azaleias, terra de imigrantes, a mundialmente conhecida Sampa é um espaço do mundo em que a diversidade cultural abrange opções e escolhas.
É viva e relevante a presença dos nativos da terra (na linguagem primeira) pronunciada a cada segundo, na língua tupi-guarani nomeando ruas, bairros, praças, parques, rodovias, enfim, os paulistanos, visitantes, turistas, em geral, revivem as origens da terra, através das palavras da língua nativa de seus primeiros habitantes, começando pelo topo mais elevado da cidade, o Pico do Jaraguá, arte divina.
Daí uma série de nomes indígenas preservam a história da comunicação e de uma civilização.
Alguns deles: Ibirapuera, Morumbi, Mooca, Pacaembu, Anhangabaú, Tietê, Anhanguera, Tatuapé, Ipiranga, Jaçanã dentre outros...
Apelidada “cidade que não dorme”, também vive acesa a presença das artes sem dúvida, espetacular em suas diversas áreas nos teatros, galerias, museus, bares, ruas e avenidas.
O Monumento às Bandeiras, (Parque Ibirapuera), é um dos maiores do mundo. Ali, o escultor expressa em pedras, o drama dos índios aprisionados pelos bandeirantes nos sertões do Brasil. Homenagem aos desbravadores do século XVII e XVIII.
As figuras representam as etnias da formação do povo paulista, e, dentre elas, a figura do próprio escultor ítalo- brasileiro,Victor Brecheret.
No Mercado Municipal, os vitrais criados por Conrado Sorgenicht retratam cenas da vida no campo. Cenas do cotidiano da vida no campo na década de 30. Plantação de café. Agricultores trabalhando na lavoura. A colheita e o transporte de bananas. Boiadeiro conduzindo a manada de bois através do rio. Todos os vitrais inspirado em fotografias em suas andanças pelas fazendas, juntamente com seu pai que troxera a tecnica das pinturas da Alemanha.
Mesclada à paisagem urbana, o colorido da natureza exuberante no paisagismo interessante, escolhida uma flor apenas,para simbolizar a cidade, a graciosidade e a beleza em tom rosa, as azaleias da flora paulistana.
Resistente assim como o trabalhador da terra, ela suporta o calor e o frio, a garoa, a luta , os sonhos e a coragem da vida!
Feliz aniversário, terra boa! Parabéns, SAMPA!
Maria das Graças Araújo Campos SAMPA

G Graça Campos Araújo Campos

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O silêncio do beijo e o cheiro da flor



Flagrando beijos doces beijos
Enquanto a tarde abre algum diálogo
ao leque das questões incompreendidas,
respostas de solfejos entre ruflos
à luz do sol antes do pôr-do-sol
reluz a vida na doçura, ensejo
em pleno árduo calor de verão,
inconstância das ondas, mundo vão!

Em quantos pensamentos e olhares,
temperatura infernal, à queimaduras
dentre a maldade impiedosa, pérfida
inflama e atenta sem cessar,
insiste em infestar a vida alheia,
e transformar a paz em vendaval...

Flagrando as horas, cochicho com as flores,
viçosas, belas, nítidos detalhes...
Emanam fé, paciência e coragem,
e a floração em mim, é tempo iluminado
A tudo assiste, muda, extasiada,
ao silêncio do beijo e ao cheiro da flor!



Maria Das Graças Araújo Campos
Graça Campos, O silêncio do beijo e o cheiro da flor.
19/01/2017.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A Vila e as Estampas - A Natureza em mim..





A Vila e as Estampas - A Natureza em mim...

Sempre adorei a tal da chita. E, não é que a chita estava alí em 1968, (Lançamento do tecido Reps de 120 cm de largura, conhecido como “chitão”) em lindíssima estampa?
Não resisti à oportuna foto com o livro da Tecelagem - A História da Estamparia- que vi na estante do restaurante.
Vila de Biribiri – a Shangri-lá do Jequitinhonha – onde a imaginação inspira obras em cenário perfeito. A beleza se estende pela Serra do Espinhaço.
Em todo o parque, além da flora e fauna diversa, pinturas rupestres, irresistíveis cachoeiras refletem o encantamento dos visitantes e banhistas que, em cada mergulho, não hesitam em receber e registrar a energia que revigora a alma, fotografando momentos inesquecíveis de lazer nos incontáveis selfs e flashes.
Nascentes, cursos d'água escorrem sobre leitos pedregosos, sendo um deles, o Rio Biribirié, que moveu as turbinas da hidrelétrica geradora da força motriz da fábrica de tecidos;
Rio Pinheiros e diversos córregos, sendo os mais famosos o Sentinela e Cristais. A vegetação nativa encontra-se exuberante no cerrado, campos e matas de galeria.
A história da região teve início há milhões de anos e vestígios deste tempo podem ser encontrados tanto na formação geológica da Serra do Espinhaço, com paredões que lembram cenários da pré-história, quanto nas pinturas rupestres de, aproximadamente, 5.000 anos, deixadas por índios nômades que pescavam pela região.Tamanho encantamento permite repensar a gratidão, a observação e a contemplação, ao chamamento consciencial para a preservação de tanta vida, da natureza, além de todo a magia da “História” e suas riquezas incalculáveis já interpretadas em cenários, séries, novelas e filmes, tais como, Dança dos Bonecos, de Helvécio Raton; Xica da Siva, de Cacá Diegues; e A Hora e a vez de Augusto Matraga de Vinícius Coimbra.
Na TV a região chamou à atenção de roteiristas da novela “Irmãos Coragem” e do seriado “Rosa dos Rumos”. Certamente, continua a ser celeiro de poesias, contos, crônicas, enfim, de todo gênero literário e artístico.
Maria das Graças Araújo Campos (Graça Campos)
G Graça Araújo Campos
Fonte: Google.
Livro Da Estamparia.



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domingo, 8 de janeiro de 2017

SER SUSTENTÁVEL... SER ELEGANTE...



SER SUSTENTÁVEL... SER ELEGANTE...
Das ocupações que sustentam o mundo...
Que mundo? O meu? O seu? O das ideias, das atuações?
De um e de outro, pois somos atores ora protagonistas, ora coadjuvantes, ora vilões neste anfiteatro das existências sempre atuando. Com plateia e sem plateia. A cada segundo, sou nascente, sou água corrente de tudo o que penso e falo e planto por esse espaço, o mundo. O meu, o seu, o nosso. E colho o que penso e colho o que semeio... E, no olhar pensado ou impensado, transformo o universo em que habito. Para pior, ou melhor. Sou causa e efeito. Provoco atmosferas. Basta o manuseio das cores de cada sintonia.
Criam-se estratégias de sustentabilidade. Cria-se a miséria, a sujeira, a fome. As trincas surgem no mundo. Aquecimento, resfriamento, escassez, escassez!
Onde estará a cor da paz, a cor do amor, do ar, quando as águas retornarem em azul, quando os rios se despoluírem, quando a fome desaparecer, e as camadas sociais se fartarem em igualdade? Qual será a cor de minha mente? Qual será o sabor de minha mesa, e o brilho de meus olhos, se eu não tiver a habilidade de ser o artista de meu caminhar?
Que seja eu plantador consciente, porque não há camuflagem no sabor da colheita!
Há momentos na vida nos quais, por descuido, vacilamos.
O discernir se distancia e cria cor desbotada. Bastaria um leve movimento para o declínio certeiro. Invigilante e míope correr-se-ia o risco da intolerância.
Contudo, há palavras e comportamentos que, para muitos, significam hábitos ultrapassados dos quais não abro mão, porque não jogo fora as tradições, nem as radicalizo, como também vou me inserindo às novidades de cada época e do contemporâneo. Não abro mão da elegância, que é amiga e facilita o discernimento. Questão de treinamento. Simples arejar a ordem onde reina a ruminância dos atentados. Atentado ao sossego, à privacidade, ao respeito e a aceitação das diferenças.
Interessante experimentar aprender com as diferenças! Decerto, um lapidar constante como escaladas sob a conduta prevista em “valores” éticos e morais tão comentados, os mesmos que se vão perdendo nos campos efetivos, em consequência das “OCUPAÇÕES”!
Aposto na postura trajada do não julgamento, e da fineza das "palavras mágicas"! Isso sim, deveria estar intrínseco na simples forma de cultivar a mais pura sustentabilidade do espaço chamado “EU”, universo de cada ser!
É a essa elegância a que me refiro. De salto alto, ou andar rasteiro, não importa. Mas com a serenidade da retidão. Que os pés perpassem o chão, e nele, os rastros sejam dignos de abrir as veredas do entendimento. E, elegantemente, empinem-se, ergam-se e singrem pelas alturas. A essa hora, a criatura intuída, conversa com DEUS!
Daí terá alcançado a sustentabilidade para si, para o outro e para os que virão!


Maria das Graças Araújo Campos
G Graça Araújo Campos
Graça Campos. Ser sustentável... Ser Elegante!